Inquérito que investiga morte de Genivaldo Santos é adiado por mais 30 dias
Nesta quarta-feira (29), o Ministério Público Federal de Sergipe informou que atendeu a solicitação da Polícia Federal e prorrogou o final do inquérito que apura os fatos que levaram à morte de Genivaldo de Jesus Santos, em Umbaúba.
Em nota, o MPF explicou os motivos e disse que o novo prazo é até o mês de julho de 2022.
"Apesar das investigações estarem em fase bastante avançada - em razão da necessidade da conclusão de algumas diligências, especialmente a apresentação do resultado das perícias, inclusive o laudo necroscópico, pelo IML/SE e pelo Instituto Nacional de Criminalística em Brasília - a prorrogação do prazo foi necessária".
O caso
Era quarta-feira, dia 25 de maio, quando Genivaldo pegou a motocicleta de um familiar e foi para casa, mas não chegou lá. No meio do percurso, ele foi abordado por uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) por não usar capacete.
Imobilizado, com mãos e pés amarrados, o homem foi colocado dentro do porta-malas da viatura. Lá, foi liberado gás lacrimogêneo, como aponta a perícia realizada posteriormente.
Nomes de policiais envolvidos em abordagem que vitimou Genivaldo são divulgados
Em vídeos gravados por populares é possível ver que ele se debate e tenta fugir do gás. Pessoas que estavam no local, gritavam "ele vai morrer". No entanto, a ação policial continuou. Em nota divulgada pela PRF/SE, na época, o órgão afirma que ele saiu com vida e passou mal no meio do trajeto à delegacia, quando foi conduzido para unidade hospitalar, porém, segundo familiares, ele já estava sem vida.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta que Genivaldo morreu por asfixia e insuficiência respiratória.
Hoje, 25 de junho, o caso segue sem respostas. Os policiais envolvidos são investigados e respondem a um processo administrativo em liberdade.
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