SES alerta para riscos das “canetas emagrecedoras” após proibição de substâncias pela Anvisa
O uso de medicamentos de forma irregular pode causar reações adversas imprevisíveis
A Vigilância Sanitária Estadual voltou a alertar sobre os riscos do uso indiscriminado das chamadas canetas emagrecedoras após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicar a RDC nº 214/2026, que amplia o controle sobre medicamentos sem registro no Brasil.
A norma determina a apreensão da tirzepartida comercializada sob as marcas Synedica e TG, além de proibir a venda de produtos à base de retatrutida — substância ainda em fase de estudos clínicos e sem autorização para uso terapêutico no país. Mesmo sem liberação, o composto vem sendo divulgado irregularmente como alternativa para emagrecimento rápido.
Segundo os órgãos de vigilância, por se tratar de medicamento experimental, não há comprovação completa sobre segurança, eficácia ou possíveis efeitos adversos, o que impede a comercialização fora de protocolos oficiais de pesquisa.
Outro ponto de atenção é a venda clandestina desses produtos, principalmente em redes sociais e plataformas digitais, muitas vezes sem receita médica e com promessas enganosas. A Anvisa reforça que até mesmo medicamentos regularizados exigem prescrição e acompanhamento profissional.
Orientações
As canetas emagrecedoras são medicamentos injetáveis, indicados, originalmente, para o tratamento do diabetes tipo II e, em casos específicos, obesidade. O uso sem prescrição e acompanhamento médico pode provocar efeitos adversos como náuseas, vômitos, diarreia, desidratação, hipoglicemia e complicações mais graves.
Como forma de prevenção, a orientação é clara: não adquirir medicamentos fora de farmácias regularizadas, não utilizar injetáveis sem prescrição médica e denunciar a venda irregular aos órgãos de vigilância sanitária. A medida busca proteger a população e reforçar o uso seguro e responsável de medicamentos.
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