Sergipe

Quatro integrantes do PCC são presos e dois morrem

Um dos homens presos foi identificado como representante geral do PCC em Sergipe

30/09/2015 19h58
Quatro integrantes do PCC são presos e dois morrem
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O material foi apreendido em Aracaju e Itabaiana (Foto: SSP/SE)

Dois integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) morreram em uma troca de tiros com a polícia sergipana e quatro foram presos nesta quarta-feira (24). A operação foi desencadeada por policiais Departamento de Narcóticos (Denarc), Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), Comando de Operações Especiais (Cope) da Polícia Militar e Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol) em Aracaju e em uma estrada entre os municípios de Itabaiana e Ribeirópolis.

Um dos homens presos foi José Domingos Alves Souza de Freitas, 26 anos, conhecido como ‘Irmão Vida Louca` ou ‘Zé Murituba`, identificado como representante geral do PCC em Sergipe e atualmente estava em liberdade condicional.

Os demais presos são fugitivos do presídio de Nossa Senhora da Glória. São eles: José Adriano dos Santos Oliveira, 23, o ‘irmão Macaco` ou ‘Dorindo`, Nailton Ferreira, 23 anos, vulgo ‘Irmão Cigano` ou ‘Ita` e Marcos Martins dos Santos, 29, o ‘Irmão Jeguinho`. De acordo com a coordenadora do Denarc, Aliete Melo, as prisões ocorreram em uma casa de vila, no bairro Cidade Nova, zona norte da capital.

A outra parte da operação se concentrou entre os municípios de Itabaiana e Ribeirópolis com o objetivo de interceptar os planos de Jaedson Barbosa da Silva, o ‘Irmão Xaropinho`, outro representante do PCC em Sergipe, e Erivaldo de Oliveira Filho, conhecido como ‘Irmão Pet`. Segundo a delegada, eles iriam a Ribeirópolis para assaltar um empresário da cidade. "Eles não se intimidaram e reagiram à prisão atirando contra os policiais. Os dois acabaram alvejados e conduzidos ao Hospital Garcia Moreno, em Itabaiana, onde faleceram", explicou Aliete.

A delegada informou que os representantes sergipanos da facção paulista eram os responsáveis por receber drogas e armas enviadas de São Paulo, além de cooptar pelo menos dois novos integrantes por mês no Estado. Com os acusados foram apreendidos três revólveres, várias munições intactas e deflagradas, celulares, carteiras porta-cédula, estatutos do PCC e mais de meio quilo de cocaína.

Ameaças

A Secretaria de Segurança Pública comprovou através de informações do Dipol que os representantes do PCC sergipano estavam planejando atentar contra a vida do comandante do Policiamento Militar da Capital (CPMC), coronel Mauricio Iunes, e de delegados e delegadas da capital e da cidade de Itabaiana. A informação foi confirmada pela delegada Aliete Melo que informou os detalhes do plano dos acusados.

"Eles citaram textualmente o nome do coronel Iunes e a intenção de matar delegados e delegadas de Aracaju e de Itabaiana", disse a delegada.

Fonte: SSP

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