Órgãos acionam Justiça para impedir retirada forçada de moradores de rua em Aracaju
Ação pede fim da apreensão de pertences e cobra mais políticas de moradia na capital
O Ministério Público Federal, o Ministério Público de Sergipe e a Defensoria Pública entraram na Justiça para tentar impedir a retirada forçada de pessoas em situação de rua em Aracaju.
A ação pede, com urgência, que a prefeitura e outros órgãos parem de recolher pertences dessas pessoas, como colchões, roupas e alimentos, sem aviso prévio.
Segundo os órgãos, esse tipo de ação já aconteceu, inclusive em fevereiro, no centro da cidade, quando pessoas que dormiam em uma praça tiveram seus objetos levados por equipes da prefeitura.
Além de pedir o fim dessas abordagens, a ação também cobra soluções mais efetivas, como aumento de vagas em abrigos e criação de programas de moradia para essa população.
De acordo com dados citados no processo, Aracaju tem mais de 600 pessoas vivendo nas ruas, mas oferece menos de 100 vagas de acolhimento, número considerado insuficiente.
Os órgãos afirmam que retirar essas pessoas das ruas à força não resolve o problema e pode agravar ainda mais a situação, já que muitas acabam perdendo tudo o que têm.
Agora, a Justiça Federal deve analisar o pedido.
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