Sergipe

Mulher morre e família denuncia demora no atendimento do SAMU municipal

30/09/2015 20h51
Mulher morre e família denuncia demora no atendimento do SAMU municipal
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A agricultora havia recebido alta médica no último domingo (Foto: Reprodução/ TV Atalaia)

Uma família do bairro Industrial passou por um drama na madrugada desta quinta-feira (15), a espera do SAMU eles presenciaram a morte da agricultora Maria Santina dos Santos, 53 anos.

De acordo com os familiares, a ambulância só chegou ao local duas horas após o primeiro chamado. "Ela começou a passar mal e eu liguei imediatamente para o SAMU, isso foi umas 3h30 da madrugada, mas eles só chegaram depois das 5h e ela já estava morta", declarou a nora da vítima, Katilene Maria Silva.

A nora da vítima explica que ligou por mais de uma vez. "Eu liguei e logo me disseram que eu aguardasse, pois as duas ambulâncias estavam em ocorrências, como estava demorando muito eu liguei novamente e estava chegando, mas ainda demoraram muito", afirmou Katilene.

Há quinze dias Maria Santina, que é do município de Boquim, sofreu um derrame cerebral e ficou internada por uma semana Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), de onde teve alta médica no último domingo.

Muito abalado o filho da idosa acredita que a demora no atendimento pode ter contribuído a morte da mãe. "Pela demora que teve eu acho que ajudou com o agravamento do estado de saúde dela, o que acabou com a morte. Estou revoltado, pois até a pouco tempo ela estava viva e morreu sem atendimento médico", desabafou Gilberto Júnior dos Santos.

Nota

A coordenação da Rede de Urgência e Emergência informa que a ligação referente ao caso foi registrada às 4h53seg. A viatura saiu da base do SAMU às 5h20min, chegando ao local às 5h38min e constatando o óbito. O tempo entre chamada e saída da viatura depende da regulação e se a viatura está na base ou em atendimento.

O SAMU Aracaju trabalha hoje com 17 ambulâncias, sendo 4 de Socorro Avançado e 13 de Socorro Básica. Dessas, oito rodam diariamente por turno, conforme preconiza o Ministério da Saúde. O número de ambulância maior do que o de equipes permite a rotatividade dos carros para manutenção preventiva e de correção, sem o comprometimento da assistência.

No turno da noite, das oito ambulâncias, seis circularam, já que dois servidores adoeceram. Apesar da tentativa imediata para substituição desses servidores, a coordenação não obteve sucesso.

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