Sergipe

Motoristas controlam catracas de ônibus e cobradores são remanejados para terminais

17/09/2020 18h38 - Atualizado 29/09/2020 às 11h14
Motoristas controlam catracas de ônibus e cobradores são remanejados para terminais
Ascom/SMTT

Durante coletiva realizada de maneira virtual com profissionais da área de comunicação na última quarta-feira (16), o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp), respondeu questionamentos a respeito da frota de ônibus e da ausência dos cobradores em algumas linhas. Segundo a direção, os transportes agora rodam na capital apenas com o motorista e assegura que demais profissionais não serão demitidos, apenas remanejados para terminais de integração, onde estarão vendendo passagens.

No início da pandemia de Covid-19, o Setransp tomou algumas medidas para diminuir o contágio do vírus, como a limpeza dos terminais de integração, a obrigatoriedade do uso de máscaras dentro dos terminais e dos ônibus, o uso do álcool em gel e a aferição de temperatura. No entanto outro ponto bastante preocupante é o dinheiro físico, por estar sempre em circulação ele pode ser um forte alvo de contaminação e por isso uma das medidas da empresa foi aumentar a propagação do uso da bilhetagem eletrônica, para isso algumas linhas de ônibus passaram a funcionar apenas com o motorista e os cobradores foram remanejados para os terminais onde cumprem a função de vender passagens.

De acordo com a superintendente do Setransp, Raíssa Cruz, a ideia de diminuir o uso do dinheiro já vinha sendo trabalhada pela empresa muito antes da pandemia, a medida que consiste em transferir o uso do dinheiro para os cartões de passagem visa sobretudo a higienização e a segurança do transporte público já que o dinheiro passa por várias mãos e acaba se tornando uma fonte de contaminação, ela conta ainda que a diminuição do dinheiro torna também o trabalho mais seguro.

Rotina dos motoristas 

Segundo o presidente do Setransp, Alberto Almeida:“a intenção não é duplicar a função do motorista e sim combater o uso do dinheiro físico que é alvo de doenças e assaltos. É preciso enxergar essa alteração como uma evolução,tudo na vida evolui. Antigamente os ônibus tinham um tipo de marcha que já não existe mais hoje, assim são as profissões. Com o uso da bilhetagem eletrônica a necessidade do cobrador dentro do ônibus já não é mais a mesma, mas é uma profissão necessária, por isso foi alterado apenas o local de trabalho do cobrador".

O presidente conta ainda que a pandemia acelerou o processo de bilhetagem eletrônica: "antes da pandemia 67% das pessoas usavam o sistema de bilhetagem eletrônica e atualmente esse número está em 73%. Ele salienta ainda que: "Aracaju tem ido na contramão de outras capitais, inclusive do próprio nordeste, pois nenhum cobrador foi demitido, apenas remanejado" concluiu.

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