IFS produz esterilizadores a base de lâmpada UV-C
Cientistas de todo o mundo e das mais diversas áreas estão focados em encontrar soluções para o combate à situação de emergência de saúde causada pela Covid-19. Seja com medicamentos, equipamentos de proteção individual, estatísticas sobre os contágios ou tratamentos, todos estão movidos por um propósito: auxiliar os profissionais de saúde e a sociedade a superar essa crise. É o caso de um projeto desenvolvido por cinco professores do Instituto Federal de Sergipe (IFS): eles se uniram para montar um equipamento que pode esterilizar pisos com a tecnologia de uma lâmpada de radiação UV tipo C.
Trata-se de um dispositivo para ser utilizado em pisos, no formato de rodo. Na base desse material, há uma lâmpada que pode eliminar diversos tipos de germes, como protozoários, bactérias e vírus. De acordo com o autor do projeto e professor de Física do IFS - Campus Aracaju, Adeilton Pessoa de Melo, já há estudos que atestam a eficiência dessa radiação para descontaminar ambientes com segurança, desde que atenda a algumas especificidades.
“O Instituto de Física de São Carlos da USP já produziu esses rodos para doar à Santa Casa de Misericórdia. Partindo dessa ideia, resolvemos trazer a proposta para Sergipe, aproveitando o conhecimento e a força de vontade de professores do IFS. Com recursos que a nossa instituição disponibilizou, compramos essas lâmpadas, que são fabricadas fora do país, e encomendamos a solda do cabo de aço. Em nossos laboratórios, fizemos os estudos para testar a radiação necessária e montamos a parte eletrônica do equipamento. Inicialmente disponibilizaremos 19 rodos, mas já há perspectiva para produzirmos mais”, explica Adeilson.
Como funciona
Não é de agora que a radiação ultravioleta tipo C é conhecida como um potente germicida, mas é necessário utilizá-la da forma adequada para obter o efeito desejado sem oferecer riscos à saúde humana. De acordo com o professor de Física do IFS, existem três tipos de radiação ultravioleta, sendo que o UV-A e o UV-B, que atingem a terra, são absorvidos pela pele e podem causar danos, desde queimaduras a câncer de pele.
“A radiação UV-B não é encontrada naturalmente em nosso ambiente, mas pode ser fabricada no formato de lâmpadas para ação esterilizante. É importante ressaltar que se trata de uma lâmpada específica, diferentemente das que são vendidas livremente nos estabelecimentos comerciais, como supermercados e casas de eletricidade. É um material que não é fabricado no Brasil, vendido por alguns representantes, e cujo uso precisa atender a algumas especificações para obter sucesso. Outro ponto importante é que o usuário precisa ser bem instruído para não correr riscos com o uso dessa radiação”, ressalta o autor do projeto.
No caso dos rodos que estão sendo montados no IFS, as lâmpadas são instaladas na base do equipamento, a uma distância de 1,2 centímetros do solo. Com o uso de um radiômetro (equipamento necessário para calcular o índice de radiação que vai efetivamente atuar como germicida), foi possível atestar, nessa distância, que o rodo ofereceu uma dose de radiação capaz de matar todos os vírus conhecidos, exceto o rotavírus e o da poliomielite. Essas lâmpadas instaladas nos rodos possuem vida útil de 8 mil horas e, para funcionar, devem ser ligadas na energia. O custo da produção de cada equipamento é de R$ 50, contando a fabricação do cabo de aço, a compra da lâmpada e a instalação elétrica.
Destinação
Instituições públicas de atendimento à sociedade (como clínicas, hospitais e escolas), além de organizações sem fins lucrativos, podem se candidatar para receber o rodo UV-C produzido pelo IFS. Para solicitar, o gestor precisa enviar um e-mail para [email protected] informando os principais dados institucionais, bem como a justificativa da necessidade do material e a quantidade demandada.
Por meio do edital nº 02/2020 (Propex/IFS), a produção do rodo UV-C e outros 10 projetos institucionais do IFS estão em pleno funcionamento para ajudar no combate à Covid-19. O instituto já investiu R$ 325 mil para a produção de materiais como as máscaras de tecido, aventais, sanitizantes, álcool a 70%, escudos faciais e peças de reposição de respiradores. Além de Adeilton de Melo, professor de Física do IFS e autor do projeto, participam como voluntários desse trabalho os professores Edson Barbosa, de Eletrônica; Paulo Cesar e Edvaldo Santos, de Física; e Eli da Paz, de Elétrica. Todos são docentes do Campus Aracaju.
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