Greve de professores da rede estadual tem início em Sergipe nesta segunda-feira (9)
Paralisação foi mantida após decisão da Justiça que considerou o movimento legal; governo lamenta início da greve e afirma que vai recorrer
A greve dos professores da rede estadual de ensino de Sergipe começou nesta segunda-feira (9). A paralisação foi mantida após decisão do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), que negou o pedido do governo estadual para declarar a ilegalidade do movimento.
A decisão foi tomada no último sábado (7) pela desembargadora Simone Fraga. Ao analisar o caso, a magistrada entendeu que não foram apresentados elementos suficientes que indiquem caráter abusivo ou irregular da greve neste momento. O despacho também apontou que o sindicato cumpriu as exigências legais ao comunicar previamente o início da paralisação ao governo.
O movimento foi convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese). Segundo o presidente da entidade, Roberto Silva, a decisão da Justiça confirma a legitimidade da mobilização, definida após o encerramento das negociações com o governo estadual no fim de 2025 sem avanços nas reivindicações da categoria.
O sindicato também programou uma série de atos durante a semana em Aracaju. Nesta segunda-feira (9), a mobilização ocorre às 8h em frente à Secretaria de Estado da Fazenda de Sergipe (Sefaz). Na terça-feira (10), o protesto está marcado para o mesmo horário em frente ao Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE). Já na quarta-feira (11), os professores devem se reunir em frente ao Palácio de Despachos de Sergipe, sede do governo estadual.
Em nota, o Governo de Sergipe afirmou que lamenta o início da greve, principalmente por ocorrer no começo do ano letivo. A gestão informou ainda que a Procuradoria-Geral do Estado de Sergipe (PGE-SE) vai recorrer da decisão judicial.
Apesar da paralisação, a Secretaria de Estado da Educação de Sergipe (Seed) informou que as 319 escolas da rede estadual permanecerão abertas nesta segunda-feira, com funcionamento normal. Segundo o governo, as unidades contarão com a atuação das equipes gestoras, merendeiras, vigilantes e estudantes monitores para garantir acolhimento, alimentação escolar e transporte.
O governo também destacou que, desde 2023, mantém diálogo com a categoria e afirma ter implementado avanços como a retomada da carreira do magistério após 16 anos de congelamento, manutenção de abono salarial temporário de R$ 532,57 e realização de concurso público para professores após 15 anos sem seleção.
De acordo com a gestão estadual, um professor em início de carreira com nível superior recebe atualmente R$ 5.774,72 por vínculo, valor acima do piso nacional estabelecido pelo Ministério da Educação para 2026.
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