Gonzagão terá forró o ano inteiro
‘O Gonzagão’, uma homenagem, mais que justa, ao consagrado nordestino, cantor e compositor da música brasileira, o velho Lua.
“Ai, ai, cajueiro/ Quanto tempo que já faz”, cantou Luiz Gonzaga. De “caju em caju” chegamos aos 160 anos. Aracaju, chamada de “cajueiros dos papagaios”, por alguns também reconhecida como o “lugar dos cajueiros” ou ainda significando a “época dos cajus”, completa mais um aniversário. O significado no nome da cidade é controverso, mas a história da capital dos sergipanos, sem dúvida, está intimamente ligada ao fruto em questão.
Também é próxima, afetiva até, a relação do aracajuano com o forró. Uma boa demonstração disto foi dada há 25 anos, quando a cidade ganhou o Complexo Cultural – Casa de Forró e Barracão Cultural – que recebeu o nome de
‘O Gonzagão’, uma homenagem, mais que justa, ao consagrado nordestino, cantor e compositor da música brasileira, o velho Lua. O espaço, localizado no Augusto Franco, zona sul da capital, tornou-se, desde então, referência para artistas populares e produtores culturais ligados as tradições dos festejos juninos.
Por conta disto, em breve “o Gonzagão não terá forró apenas durante os festejos juninos, mas durante o ano todo”, informa o assessor técnico da Secretaria de Estado da Cultura, Irineu Fontes. De acordo com ele, uma nova reformulação para o uso do lugar, priorizando a cultura nordestina, começará a ser efetivada a partir do próximo mês de abril. O projeto consiste em realizar, naquele espaço, eventos culturais, com a produção dos próprios artistas, fomentando a economia da cultura sergipana.
“Os eventos acontecerão em toda primeira sexta-feira de cada mês e também aos domingos, com o ‘Gonzagão Forró e Arte’, permitindo um espaço para o forró aberto durante todo o ano”, confirma Fontes. “O artista sergipano precisa produzir e buscar a produção em seu próprio mercado. O governo estará sempre à disposição para apoiar eventos e projetos de empreendedorismo cultural”, afirmou.
A iniciativa tem a participação direta de um grupo de artistas, que fazem parte do cenário dos festejos juninos de Sergipe, e que esteve na Secult para formalizar a entrega do projeto artístico/cultural para movimentar o Complexo Cultural Gonzagão. Estiveram presentes Erivaldo de Carira, Lourinho do Acordeon, Balaio de Fulô, Joaquim Antônio (Casaca de Couro), Grupo Balança EU, o músico Ton Toy e Negão.
“A proposta é resgatar o Gonzagão como um espaço de forró, como referência de espaço da cultura sergipana, onde se possa desfrutar de todos os elementos agregados como a culinária nordestina, as comidas juninas durante o ano todo, gerando emprego, demandas, renda e movimentando a economia. Sergipe é o país do forró e é necessário que se mantenha essa chama acesa. O Gonzagão é o início desta retomada", explicou o secretário de Cultura, Elber Batalha.
O governador Jackson Barreto ressalta a importância do espaço para a vida cultural da comunidade do Augusto Franco e para toda a cidade. Tradicionalmente, o Espaço recebe o concurso de quadrilhas juninas, mas também está aberto para todos os segmentos culturais, recebendo inclusive eventos particulares.
“ O Gonzagão é a casa de nossa arte mais genuína: o forró. Abrir o Gonzagão para receber artistas locais é um presente para nossa cultura, para aracajuanos e turistas”, disse Jackson.
Estrutura
E o espaço está pronto para receber a arte e seus apreciadores. Em junho de 2014, no fim de semana que antecedeu o dia de São João, o Governo do Estado entregou aos aracajuanos o Gonzagão totalmente reformado. A tradicional casa de forró, inaugurada em 1990, demandou um investimento de R$ 484.954,92, que permitiu fazer melhorias em sua estrutura para oferecer mais conforto e segurança ao frequentador. A obra foi custeada com recursos de convênio entre o Estado, por meio do Fundo Estadual de Desenvolvimento Cultural e Artístico, e o Ministério da Cultura (MinC).
Entre os serviços realizados, esteve a substituição do piso do salão de dança, que passou do assoalho em madeira para piso de alta resistência, e a instalação de equipamentos de combate a incêndio e de sistema de proteção de descargas atmosféricas (SPDA).
Também foi feita a recuperação da estrutura metálica da cobertura, novas instalações elétricas foram executadas, as instalações sanitárias foram recuperadas, além de pavimentação interna com instalação de piso táctil para acessibilidade, recuperação dos quiosques e da bilheteria, execução de drenagem externa, recuperação dos muros externos e pintura geral do imóvel.
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