Fundação Diva Ribeiro recebe exposição sobre a Umbanda
‘A História da Umbanda: uma religião genuinamente brasileira’ é o tema da exposição que fica até o dia 11de agosto na Fundação Diva Ribeiro (antiga maternidade), localizada na praça Coronel Jacinto Ribeiro, 124, Santo Amaro das Brotas (SE). O tema é uma celebração aos 110 anos da manifestação religiosa no país.
Entre fotografias e textos, a mostra composta por painéis apresenta em um formato cronológico o surgimento da Umbanda no país em 1908, o crescimento e desafios, levando os visitantes a refletir sobre intolerância. “Muitas pessoas nem sabem que a Umbanda surgiu no Brasil, no Rio de Janeiro, por meio de Zélio Fernandino de Morais e é uma religião que faz a pratica da caridade, fé e amor”, explica o mestre em Educação e dirigente do Centro Caboclo Tupy, Fábio Maurício Fonseca Santos.
Durante a exposição os visitantes podem conhecer o livro ‘Uma luz em minha vida: Umbanda’, de Fábio Maurício, da servidora pública, Thais Lima e da jornalista, Cândida Oliveira.
Nesta obra inédita do Centro Caboclo Tupy, relatos, depoimentos e observações de fatos ocorridos com irmãos umbandistas, ajudando numa melhor compreensão da religião. “Como se afirma no prefácio, a Umbanda é uma religião de fato e de direito que, ao longo do tempo, tem ganhado adeptos no mundo inteiro. O direito à crença é explorado na obra, quando se pauta o respeito e o direito de ser o que quiser, sem julgamentos”, analisa Thais Lima.
O objetivo principal do livro é passar uma mensagem de esperança, de fortalecimento da fé numa crença. Não se tem a aspiração de mercantilização da religião e de seus componentes, mas sim a apresentação de relatos de pessoas comuns que encontraram um rumo na vida, que voltaram a ter confiança, que foram resgatadas e que, aos poucos, mudaram comportamentos e pensamentos negativos.
O cordel ‘A História da Umbanda’, da pedagoga e presidente da Academia Sergipana de Cordel, Izabel Nascimento pode ser conhecido durante a exposição “A literatura de cordel contar a história de uma religião é apresentar as pessoas o que a poesia tem de melhor, que é a arte de informar, de fazer com que as pessoas transformem preconceitos e mitos sobre a religião em conhecimento”, observa Izabel Nascimento.
Para a coordenadora da Fundação Diva Ribeiro, Valdenis Barreto “abrir o espaço que guarda a memória de uma cidade para uma temática tão atual é uma maneira de trazer a comunidade, principalmente os mais jovens para conhecer a Fundação e o quanto a diversidade do povo sergipano é rica”.
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