Sergipe

Colheita de milho deve ultrapassar os 300 mil quilos

Em 2008, o Governo disponibilizou para o plantio sementes selecionadas adquiridas na Embrapa e abriu linhas de crédito, para que os cooperados pudessem preparar o solo e o plantio.

30/09/2015 19h02
Colheita de milho deve ultrapassar os 300 mil quilos
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Colheita de milho (Luiz Carlos Moreira)

Os agricultores vinculados à Cooperativa de Fomento Rural e Comercialização do Perímetro Irrigado de Califórnia (Coofrucal) estão otimistas com os bons resultados da colheita do milho, cuja estimativa é ultrapassar os 300 mil quilos. O incremento e diversificação da produção, antes voltada ao cultivo do quiabo e sem comercialização lucrativa, foram possíveis graças aos investimentos realizados pelo Governo do Estado.

 

Em 2008, através da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), o Governo disponibilizou para o plantio sementes selecionadas adquiridas na Embrapa e abriu linhas de crédito, através do Banese, para que os cooperados pudessem preparar o solo e o plantio. A diversificação da cadeia produtiva estimulada pelo Governo tem contribuído para mudar a vida dos agricultores do Alto Sertão sergipano.

Agricultores apostam em boa safra (.)

 

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Paulo Viana, em 2006 toda as sementes repassadas aos agricultores eram adquiridas em outros Estados, com evasão de recursos e sem geração de emprego em Sergipe. A partir de 2007, quando a nova administração estadual começou a implantar sua nova política agrícola, com mais investimentos em tecnologia, foram colhidos em Canindé 52 mil quilos.

"Estamos numa progressão excelente, com um forte diferencial: o agricultor que plantava milho para uma colheita comum, de grãos, passou a plantar sementes selecionadas para colher sementes do mesmo nível. Essa mudança se traduz no preço de comercialização, pois enquanto os grãos a preço de mercado hoje atingem R$ 21 dólares a saca. Já a mesma quantidade de sementes remunera o produtor em R$ 108", explicou.

O secretário afirmou ainda que, no perímetro irrigado de Canindé, as mudanças se ampliam porque o quiabo teve, ao longo de 2008, um preço mais estável e remunerador, além de menor participação na renda do agricultor. Além das sementes de milho, o Governo consegui implantar com mercado assegurado sementes de goiaba em articulação com a agroindústria de Alagoas, e a abóbora, produzida na entre safra de Sergipe e demais Estados do Nordeste, com destino à Ceasa de Pernambuco.

 

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