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Aracaju apresenta maior alta do valor da cesta básica do país

Com base na cesta mais cara que, em março, foi a de Florianópolis, o DIEESE estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.315,74.

Por Redação Portal A8SE 08/04/2021 16h35
Aracaju apresenta maior alta do valor da cesta básica do país

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, Dieese, publicou nesta quinta-feira, 08, a pesquisa mensal com os valores das cestas básicas nas capitais do país. O levantamento leva em conta entre fevereiro e março de 2021 e aponta que o custo médio da cesta básica de alimentos diminuiu em 12 cidades e aumentou em outras cinco, sendo a maior em Aracaju.

As capitais com as maiores altas foram Aracaju (5,13%) e Natal (2,83%). Já as cidades que apresentaram as maiores reduções foram Salvador (-3,74%), Belo Horizonte (-3,11%), Rio de Janeiro (-2,74%) e São Paulo (-2,11%).

A cesta mais cara foi a de Florianópolis (R$ 632,75), seguida pelas de São Paulo (R$ 626,00), Porto Alegre (R$ 623,37) e Rio de Janeiro (R$ 612,56).

No primeiro trimestre de 2021, as capitais que acumularam as maiores altas foram: Curitiba (6,81%), Natal (4,09%), Aracaju (3,45%), Belém (2,97%) e Florianópolis (2,79%).

Com base na cesta mais cara que, em março, foi a de Florianópolis, o DIEESE estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.315,74, o que corresponde a 4,83 vezes o mínimo vigente, de R$ 1.100,00. Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), nota-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em março, na média, 53,71% do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em fevereiro, o percentual foi de 54,23%

Produtos em Aracaju com valor elevado

Em Aracaju, o valor do café em pó apresentou elevação de 13,27%. O valor médio do quilo do feijão aumentou 9,53% . O preço do quilo do açúcar aumentou 8,39%.