“Fiz o que pude”, diz mãe de menina de 1 ano que morreu após complicações com traqueostomia
De acordo com a família, Ana Cecília era acompanhada pela rede municipal de saúde de Nossa Senhora do Socorro
Portal A8SE
A morte de Ana Cecília, de 1 ano, mobilizou familiares e chamou atenção para a rotina enfrentada por mães de crianças que dependem de traqueostomia e de cuidados especiais.
A menina era acompanhada pela rede municipal de saúde de Nossa Senhora do Socorro e morreu após apresentar complicações de saúde.
A mãe da criança, Jamille Graciela, afirma que houve demora no atendimento por parte da rede municipal e questiona a assistência oferecida à filha.
Em entrevista à TV Atalaia, ela contou sobre as dificuldades enfrentadas diariamente para manter os cuidados com Cecília.
“Só a gente sabe o quanto é difícil manter uma casa limpa, manter uma criança viva e ter que se preocupar com os materiais para o seu filho. É uma pressão psicológica que a gente sofre constantemente para que os nossos filhos se igualem à sociedade. Eu preciso que a luta das mães com traqueostomia seja vista”, relatou.
Segundo Jamille, a rotina envolvia cuidados constantes, além da necessidade de garantir os equipamentos e materiais utilizados pela filha. Para ela, a situação vai além do atendimento médico e envolve também o suporte oferecido às famílias que convivem com crianças traqueostomizadas.
A mãe também relata que procurou atendimento para a filha diante da piora do quadro e questiona o tempo de espera pelo atendimento. A família atribui a demora à assistência prestada pela rede municipal, mas a causa do óbito ainda será oficialmente esclarecida.
O que diz a Secretaria
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde informou que Ana Cecília era acompanhada pela rede municipal e recebia consultas, visitas domiciliares, medicamentos e insumos. A pasta também afirmou que a criança foi atendida pelo programa Melhor em Casa entre outubro de 2025 e janeiro de 2026.
Sobre o oxigênio, a Secretaria disse que havia cilindro disponível para situações de emergência. A pasta lamentou a morte e informou que a causa do óbito será definida oficialmente pelo serviço hospitalar responsável pelo atendimento.
Assista a entrevista completa:
