UFS promove seminário sobre combate à violência sexual infantil em Sergipe
O encontro será realizado no dia 15 de maio, a partir das 8h30, no Campus São Cristóvão
Redação do Portal A8SE, com informações da Assessoria de Comunicação
Para marcar um ano de atuação da Campanha Zero Gravidez na Infância em Sergipe, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) promoverá um encontro na próxima sexta-feira (15), para discutir os meios de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes.
O seminário será realizado a partir das 8h30, no Auditório Libório Firmo (Reitoria da UFS), no Campus São Cristóvão. As inscrições podem ser realizadas por meio do SIGAA.
Neste ano, a campanha cria o Selo Zero Gravidez na Infância, reconhecimento concedido aos municípios sergipanos que não registraram casos de gravidez em meninas menores de 14 anos no biênio 2024-2025.
Além disso, será lançado o curso EAD AmparElas, desenvolvido em parceria entre a UFS, Secretaria Estadual de Saúde, Movimento Popular de Saúde e ONG BLOCO A, voltado à qualificação de profissionais e agentes da rede de proteção.
A programação contará com acolhimento cultural, mesa de abertura sobre os 58 anos da UFS, apresentação do panorama da campanha em Sergipe, lançamento do curso AmparElas, entrega do selo aos municípios e panfletagem da campanha no campus universitário.
De acordo com a organização, a meta é alcançar a marca de zero casos de gravidez na infância no estado até 2030, reforçando o enfrentamento à violência sexual contra meninas e a proteção dos projetos de vida de menores de idade, especialmente meninas pretas, pardas e indígenas.
Campanha
Criada em 2025, a campanha surgiu a partir do monitoramento realizado pelo Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal de Sergipe (CEPMMIF), que identificou, somente em 2024, o registro de 183 meninas menores de 14 anos que se tornaram mães no estado.
A legislação brasileira define que toda gravidez nessa faixa etária é considerada resultado de violência sexual presumida. A iniciativa reúne instituições públicas, movimentos sociais e profissionais da rede de proteção em articulação com o Projeto Faça Bonito.
Ao longo do último ano, a campanha realizou ações de comunicação social, seminários, palestras, reuniões técnicas e formações continuadas para fortalecer a atuação da rede de proteção e ampliar o debate público sobre a desnormalização da gravidez na infância.
