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Sergipe

Som alto de bares causa transtorno a moradores do conjunto Augusto Franco

A poluição sonora é causada por estabelecimentos comerciais localizados na região da Praça do Francão

Redação do Portal A8SE

Moradores que residem na região da Praça do Francão, no conjunto Augusto Franco, enfrentam problemas de poluição sonora. A TV Atalaia exibiu uma reportagem sobre o caso, na manhã desta terça-feira (12).

No local, existem cerca de cinco estabelecimentos comerciais em funcionamento que causam transtornos à população, principalmente aos finais de semana.

A aposentada Josefa Freire reside em frente a um dos bares, durante entrevista, relatou o problema que vivencia. “Conviver com esse som tem sido um tormento desde 2022. No início existia um diálogo com os empresários, mas hoje não existe mais”, declara.

Ainda segundo Josefa, o som alto na região se tornou um incômodo maior quando a sua irmã precisou enfrentar uma doença degenerativa no cérebro, dentro de uma casa localizada em frente a um dos bares. “Ela tinha crise de cansaço, dores horríveis e o som fazia com que o sofrimento aumentasse, pois contribuía para que ela não ficasse em paz”, explica.

Em nota, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) informou que identificou os cinco bares em funcionamento na região e, desse total, quatro utilizavam música ao vivo acima do limite permitido, infringindo assim a legislação ambiental.

“Os estabelecimentos foram notificados para que fossem providenciados os licenciamentos com a adequação dos equipamentos de som às instalações existentes”, diz a nota.

A Sema ainda informa que não houve cumprimento da notificação e, por esse motivo, o som dos quatro bares foi embargado, até que os estabelecimentos se adequem às normas.

Entenda o caso

No dia 22 de fevereiro, a Sema proibiu a utilização dos equipamentos sonoros nos bares locais, conforme noticiado pela TV Atalaia em matéria que apresentou a visão dos empresários sobre o assunto.

O empresário, Fábio Roberto, explicou durante a entrevista que a decisão tem refletido negativamente nas vendas. “O estabelecimento teve uma queda de 80% no movimento”.

Ele ainda complementou explicando que, com a nova realidade, foi preciso reduzir o número de funcionários contratados. “Tinham em torno de 10 funcionários e tivemos que demitir 5 pela queda no movimento”, finaliza.