TCE-SE vai discutir com a Seduc retomada de transporte para estudantes de Socorro
Reunião com o MP de Contas ocorreu nesta terça-feira (5)
Portal A8SE com informações do Sintese
Após reunião realizada nesta terça-feira (5), o Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE-SE) sinalizou que vai criar uma mesa técnica para discutir com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) a retomada de transporte para os estudantes dos povoados Oiteiros, Bita, Quissamã, Lavandeira, Pai André e Santo Inácio, em Nossa Senhora do Socorro. Os alunos precisam estudar em Aracaju e, atualmente, não têm à disposição transporte municipal até as suas escolas.
A reunião foi solicitada pelo Sintese e a comissão de pais, mães e responsáveis por estudantes moradores dos povoados. Eles foram recebidos pelo procurador do Ministério Público de Contas de Sergipe, Eduardo Côrtes. Depois de ouvir os relatos da comissão, o procurador informou que vai instalar uma mesa técnica para juntar relatos e informações e buscar a retomada do transporte escolar para estudantes. “Essas falas e depoimentos são importantes, pois demonstram a gravidade da situação. Vamos reunir todas estas informações e buscar o Governo do Estado para buscar a solução”, disse o procurador.
Com a retirada do transporte escolar, os estudantes precisam utilizar as linhas comerciais do transporte coletivo da Grande Aracaju. No entanto, a oferta de quantidade e horários dos ônibus acabam prejudicando os alunos, que têm perdido o primeiro e até o segundo horário de aula. “No caso dos alunos da noite, eles até conseguem ir para a escola, mas não tem como voltar, porque não tem mais carros para nossas localidades”, disse Elenildo Figueiredo, mais conhecido como Miltinho do Cardoso.
“São crianças e adolescentes expostos a diversos riscos em ônibus lotados, como assédio, assalto, quedas. No transporte escolar, o ônibus deixa os alunos na porta da escola. No ônibus de linha não, pois os estudantes têm que descer num ponto e percorrer uma distância até a escola ou a sua casa”, disse Edson Nunes, representante das comunidades do Pai André e Santo Inácio. “No Pai André, por exemplo, os estudantes andam cerca de 1,5km até a BR para pegar o ônibus”, acrescentou.
“Foi criada uma situação de vulnerabilidade desnecessária e é perceptível a resistência do secretário Zezinho Sobral em solucionar o problema. O transporte escolar já existia e foi retirado sem motivo”, disse Roberto Silva, presidente do Sintese. “Esperamos, por parte do Governo do Estado, a sensibilidade de reconhecer o erro e retomar o transporte escolar. Por parte do Ministério Público de Contas, esse trabalho de intermediação vai ser crucial para sensibilizar o governo e mostrar que o transporte escolar é um direito dos estudantes e precisa ser assegurado”, comentou.
