Mais de 500 pessoas em condição de escravidão resgatadas; empresas devem combater crime
Operação "Resgate 3" visa combater o trabalho em condições análogas à escravidão
Redação A8 SE
O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou que as ações de fiscalização conduzidas em todo o país durante o mês de agosto de 2023 resultaram no resgate de 532 trabalhadores que se encontravam em situações análogas à escravidão.
Essa operação, denominada "Resgate 3", é uma iniciativa conjunta que visa combater o trabalho em condições análogas à escravidão e é fruto da colaboração de seis órgãos: a Polícia Federal (PF), a Defensoria Pública da União (DPU), o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério do Trabalho e Emprego e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A questão é muito alarmante e também chama a atenção das empresas, que precisam estar atentas às condições a que são expostos seus colaboradores, principalmente, seus terceirizados, pois, também nesses casos, são corresponsáveis por esses atos.
Na era da negativação, ter alguma relação com esse tipo de crime brutal não é mais aceito pela sociedade, podendo uma empresa que comercializa ou que teve relação com essas empresas que praticam o crime serem negativadas e perderem clientes.
E não adianta, depois que os casos ocorrem, buscar afirmar que não sabiam, pois terão que responder judicialmente, e na grande maioria das vezes com razão. Além de ter que enfrentar um grande desgaste para a marca, que se vê prejudicada, impactando nos resultados dos negócios. Ou seja, é preciso entender muito o tema para poder combater tais práticas
“O tema é complexo para empresas indo muito além da questão ética e humanitária, pois tem as questões criminais e trabalhistas que são muito graves e, além disso, o desgaste da imagem quando enfrenta uma crise gerada pela denúncia de trabalho escravo. Nos últimos anos, temos visto diversos casos de eventos que prejudicaram a imagem de empresas, o que demanda tempo e muito trabalho para recuperar o valor perdido pela marca”, alerta Rosa Sborgia, sócia da Bicudo e Sborgia Marcas e Patentes.
