Especialista alerta sobre cuidados para consumo de comidas típicas durante os festejos juninos
redação Portal A8SE com informações ASN
O mês de junho é um dos mais aguardados pelo povo nordestino. Mês de muitas festas, muita cultura e a gastronomia típica da região é muito apreciada e faz parte da tradição. Mas é necessário que haja cuidado com o consumo dessas iguarias, por causa do risco de contaminação. O Instituto Tecnológico e de Pesquisa do Estado de Sergipe (ITPS), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), alerta aos consumidores para que não sofram contaminações causadas por alimentos típicos, que têm como a base do preparo, na maioria das receitas, ingredientes como, milho, açúcar e leite de coco.
Pamonha, canjica, mungunzá, milho verde e paçoca são alguns dos itens que fazem parte do cardápio característico desses festejos. Esses alimentos geralmente são comercializados em barraquinhas com poucos recursos e é necessário ter atenção com relação à higiene para evitar casos de infecções intestinais ou intoxicações provocadas por bactérias que proliferam nos alimentos por conta da má manipulação ou por estarem estragados.
“Em diversas situações, a contaminação está associada a comer em restaurantes cuja procedência na manipulação dos alimentos não atende aos requisitos mínimos de higiene. A falta de cuidado na higiene das mãos antes de tocar os alimentos, por exemplo, e a falta de conhecimento da procedência dos alimentos que se compra, são fatores que propiciam a contaminação”, explica a coordenadora do Laboratório de Microbiologia do ITPS e doutora em Biotecnologia, Rejane Batista.
Ela comenta que a falta de cuidado e higiene, aliados à má condição de armazenamento durante o preparo e manipulação dos alimentos, é o cenário perfeito para proliferação de bactérias, aumentando os riscos de contaminação. Rejane complementa dizendo que “existe o perigo de ter alguma bactéria ou vírus em alimentos que estão expostos em ambientes abertos, que através de um espirro é contaminado. Além do mais, existe poeira, insetos, pessoas falando por perto, manuseando o celular ou outros objetos enquanto comem. É necessário ter cuidado: observar se o alimento está exposto, se está aquecido ou congelado na temperatura certa e evitar os alimentos mal cozidos, pois elevam o risco de intoxicação”, orientou.
Os mesmos cuidados devem ser seguidos para o consumo de alimentos crus e aqueles que necessitam de refrigeração, como frutas, verduras, e as carnes, principalmente as de porco. A biotecnóloga alerta que a atenção deve ser redobrada, pois não se sabe como foi feita a higienização e o acondicionamento desses produtos. A atenção também deve estar em alimentos que causam reações alérgicas.
