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Sergipe

Audiência é realizada sobre denúncia de abusos sexuais de ex-técnico contra jogadores do Botafogo em Sergipe

As vítimas tinham entre 15 e 23 anos

redação Portal A8SE com informações MPT-SE

Nesta quinta-feira (18), o Ministério Público do Trabalho continuou com a decisão contra o ex-treinador de futebol Ednailton Lopes da Silva e o clube Botafogo Associação Sergipana de Futebol, sediado em Cristinápolis, para que continuem com ações de combate a crimes sexuais após acusações de assédio e abusos sexuais. As vítimas tinham entre 15 e 23 anos.

Uma nova audiência foi realizada nesta quarta-feira (17), mas de acordo com o MPT-SE, o clube não compareceu e o ex-técnico não foi citado. Outra audiência será realizada no dia 05 de julho de 2023.

“Apresentar uma série de documentação, entre elas: atos constitutivos; relação de todos os atletas vinculados ao clube contratados desde 2020 até a presente data, no caso de atletas menores de 18 anos de idade, também, as respectivas autorizações judiciais e dos representantes legais; contratos formalizados com Ednailton Lopes, dentre outros. O clube deve, ainda, instalar setor de ouvidoria e controle internos, para admitir a oferta de relatos anônimos por parte de qualquer interessado; promover, semestralmente, iniciativas de educação e conscientização dos jovens que compõem seu público-alvo e qualificar periodicamente os profissionais que atuem na cadeia de serviços envolvidos nas rotinas dos jovens contratados como atletas”, disse o MPT.

Indenizações foram requeridas para os jogadores vitimados e indenização por dano moral coletivo. “Para garantir o pagamento das indenizações, foi deferido o pedido de bloqueio de recursos, oriundos de bilhetagem de jogos, repasses, patrocínios, subvenções, dentre outros”, continuou o MPT.

Buscamos a presidência do clube, mas, até o momento, não obtivemos retorno.

Relembre o caso

O clube e o ex-treinador são acusados de abusos dos jogadores em troca de propostas de crescimento profissional. Ednailton Lopes foi preso, em setembro, na Bahia, e está custodiado na Cadeia Pública de Salvador.

“Durante a investigação, o MPT-SE constatou que havia retenção de documentos pessoais dos atletas e de meios de comunicação com parentes, agravado pelo fato de que as respectivas famílias arcavam com ajuda de custo de cerca de R$ 300,00 por mês – valor que não era revertido em benefício dos jovens atletas. Sendo assim, o MPT requereu ainda a condenação dos réus, também de forma solidária, a pagar de volta o valor total que tenha sido investido pelas famílias em decorrência da contratação dos jovens (danos patrimoniais)”, finalizou o MPT.