Com apresentação de balé, paciente e residente realizam tratamento humanizado em Lagarto; VÍDEO
Os protagonistas da apresentação foram Wesley Costa e a residente de terapia ocupacional
redação Portal A8SE
A união entre dança, paixão e saúde resultou em um belo espetáculo, que teve como palco a Clínica Médica do Hospital Universitário de Lagarto (HUL-UFS/Ebserh), região centro-sul de Sergipe. A iniciativa foi divulgada nesta terça-feira (9).
Os protagonistas da apresentação foram Wesley Costa, de 22 anos, professor de balé na rede de ensino do município de Salgado e paciente da unidade, e a residente de terapia ocupacional do HUL, Sara Marine Marques Benedito. Juntos eles fizeram um verdadeiro show em busca da reabilitação e saúde.
“Como o Wesley é bailarino e a dança fazia muita falta para ele, pensamos em fazer algo que fosse significativo para ele, voltado para essa questão da dança. Então sugerimos essa apresentação de balé, algo bem simples, para o pessoal do setor. O Wesley ficou muito animado e feliz com a ideia. Ao final fiquei muito emocionada com o que ele trouxe, sobre a falta que ele sentia da dança e de estar perto das alunas dele e o que aquele momento representou para ele”, pontuou Sara Marine.
Wesley ficou internado na unidade, onde passou pela Ala Amarela, UTI e Clínica Médica, até receber alta. Atualmente, ele ainda vai ao hospital, pois faz acompanhamento com especialistas. As causas da enfermidade não foram divulgadas, mas o que se sabe, é de como a dança ajudou o bailarino durante o processo de tratamento.
Conversei então com a residente e ela me orientou a escutar uma música que deixasse fluir minhas emoções e o desejo de dançar, e que aquele momento fosse só meu em busca de minha recuperação"
A iniciativa chamou a atenção e sensibilizou a todos que presenciaram, dentre colaboradores, pacientes e acompanhantes.
“Foi uma oportunidade incrível participar da apresentação com a residente de terapia ocupacional do hospital. Eu estava com muita saudade das minhas alunas e das minhas meninas. Via as postagens delas, vi que se apresentaram sem mim e sei que elas estavam na expectativa de que o professor estivesse ao lado delas, e isso me deixou muito abalado [...] Eles conseguiram me acalmar em um momento em que eu estava tenso”, ressaltou Wesley.
Para a chefe da Unidade de Atenção Psicossocial do HUL, Ana Luiza Prado, ficar no hospital representa uma ruptura na vida da pessoa. “Arte é expressão da subjetividade humana e no caso de Wesley simbolizou a ressignificação do processo de internação”, reforçou.
