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Sergipe

Varíola dos macacos: como se prevenir e buscar tratamento contra a doença em Aracaju

Sergipe confirmou mais um caso de varíola dos macacos nesta sexta-feira (7)

redação Portal A8SE e PMA

Hoje (7), Sergipe confirmou mais um caso de varíola dos macacos, totalizando 15 registros no estado. Na capital, a Secretaria da Saúde acendeu um alerta para o aumento de confirmações da doença.

De acordo com a infectologista Fabrízia Tavares, a monkeypox é uma doença de evolução benigna, que dura, em média, duas ou três semanas, e a principal forma de prevenção é evitando o contato com a pessoa infectada.

“Uma pessoa com algum tipo de lesão suspeita deve ser isolada e deve ser submetida ao diagnóstico médico. Seus contactantes devem evitar a proximidade, contatos físicos próximos e íntimos, contato com os objetos, roupas e materiais pessoais desses doentes. Além disso, deve-se lavar as mãos com frequência, o que também é primordial”, destaca Fabrízia.

Tratamento

O tratamento é baseado em medicamentos que aliviam os sintomas como o prurido (coceira), a dor e a febre. Além disto, a higiene das lesões com água e sabão é essencial para não haver a progressão para alguma infecção bacteriana secundária, uma complicação dessas lesões ou um quadro de infecção generalizada bacteriana. Outra orientação é cobrir as lesões, caso precise se expor, no entanto, a higienização é crucial, pois ainda não existe antiviral específico para a doença.

“Como ainda não existe um antiviral específico, em casos mais graves, nós usamos o tecovirimat, a substância conhecida como TPOXX, utilizado para varíolas humanas. A liberação foi feita pela agência regulatória de medicamentos dos Estados Unidos, FDA, para combater a varíola humana e, de forma emergencial, combater todos os poxvírus”, explica Tavares.

Os grupos de maior vulnerabilidade para o agravamento dessa doença são as pessoas com algum grau de imunossupressão, seja induzido por medicamentos, seja por uma imunossupressão adquirida, como o HIV, uma imunossupressão primária, gestantes, por sua condição fisiológica e os extremos de idade, como as crianças e os idosos.

Atendimento

Inicialmente, a pessoa com sintomas deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima a residência, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou, ainda, as unidades hospitalares.

A partir deste atendimento inicial, uma notificação obrigatória pelo estabelecimento de saúde é realizada e, havendo caso suspeito, a pessoa que estiver sendo atendida em uma UBS deve ser encaminhada para o Centro de Atendimento e Triagem a Síndrome Gripal, onde será realizada a coleta do material, que será enviado para o Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen) para dar seguimento à investigação epidemiológica. Caso esteja em uma UPA, a coleta é realizada no próprio local.