A8SE Icone

Sergipe

Após morte de Genivaldo, MPF recomenda o uso de câmeras de vídeo durante abordagens da PRF

Em pesquisa realizada com policiais militares do estado de Santa Catarina, verificou-se que as câmeras de vídeo corporais foram efetivas em melhorar a interação entre a polícia e os cidadãos

redação Portal A8SE e ascom MPF

Após a morte de Genivaldo de Jesus Santos, durante abordagem da Polícia Rodoviária Federal, no dia 25 de maio, o Ministério Público Federal (MPF) orientou a direção-geral da PRF a instituir grupo de trabalho (GT) para realizar estudos e elaborar termo de referência para implementar o uso de câmeras operacionais portáteis por policiais rodoviários federais. Para o MPF, o GT deve concluir os trabalhos em 60 dias. A recomendação foi entregue nesta sexta-feira (29) em Brasília, em reunião realizada na Diretoria de Inteligência da PRF, e também foi enviada para a direção-geral da corporação.

Caso Genivaldo: inquérito policial pode ter nova prorrogação

Ainda segundo o MPF, após a conclusão dos trabalhos do GT, no prazo de 120 dias, a PRF deve promover a implementação das câmeras para uso do efetivo de policiais rodoviários federais que atuam no policiamento ostensivo, patrulhamento rodoviário e cumprimento de medidas judiciais, dentre outras atividades.

Em 15 dias, a PRF deve informar ao MPF se vai ou não acatar a recomendação. A falta de resposta ou o não acatamento poderá implicar na adoção de medidas administrativas e ações judiciais cabíveis.

“Em pesquisa realizada com 450 policiais militares do estado de Santa Catarina, verificou-se que as câmeras de vídeo corporais foram efetivas em melhorar a interação entre a polícia e os cidadãos”, explicou o procurador Flávio Marias, autor da recomendação. “Após o uso das câmeras, percebeu-se a redução do uso da força pela polícia em cerca de 61,2% e aprimorando a precisão dos relatórios operacionais da polícia”, conclui.