Jovem acusa motorista por aplicativo de homofobia
O motorista por aplicativo denunciou o jovem por homofobia
redação Portal A8SE
Christian Lucas, tem 19 anos, e prestou boletim de ocorrência após ser vítima de homofobia durante uma viagem com motorista por aplicativo. O caso aconteceu na última sexta-feira (15).
De acordo com Christian, ele voltava para casa, com sua mãe, após uma consulta médica, por volta das 8h. A corrida foi aceita e logo depois o veículo chegou. Quando entraram no carro, no meio do percurso, o motorista perguntou sobre o destino, que era o bairro Santa Cecília, em Nossa Senhora do Socorro. Ele queria saber se tinha lama e buracos, e citou a insegurança.
Com a confirmação da estrutura da localidade, o homem disse que não iria deixar Christian e a mãe na residência. “Eu disse, então cancele e me deixe aqui mesmo, que vou precisar chamar outro. Eu estou pagando para ficar em minha casa, até porque minha mãe está doente, e ela não tem possibilidade alguma de ficar andando muito, porque ela sente muita dor”, relata.
Quando o motorista parou o veículo, Christian pontuou que iria notificar a empresa porque não teve a viagem concluída. Segundo ele, foi aí que a história teria piorado. O motorista começou a questionar sobre os motivos pelos quais ele faria isso, e uma discussão foi iniciada. Após sair do veículo e fechar a porta, ele ouviu: “bata a porta devagar seu viadinho”.
O bate-boca continuou e Christian. "O pessoal viu a situação, mas ninguém fez nada. Acredito que ninguém tenha ouvido o real motivo da discussão, que foi ele me agredindo verbalmente, me chamando de viadinho", explicou.
Entramos em contato com a associação dos motoristas por aplicativo. O órgão se opôs a história e disse que o motorista foi vítima de racismo. "Se envolveu num bate-boca com usuários, aonde teve injúria racional pelo simples fato do motorista ser negro", se posicionou. O profissional fez o boletim de ocorrência por calúnia, difamação e racismo. "E vamos entrar com uma ação judicial contra o usuário", finalizou. Tentamos contato com o motorista, mas não conseguimos.
Sobre a acusação de racismo, Christian Lucas nega. "Não existiu isso", finalizou.
