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Sergipe

Rodoviários paralisam atividades no transporte coletivo da Grande Aracaju

No total, 126 ônibus de 38 linhas não estão circulando.

Carolina de Morais, Portal A8SE

Rodoviários do Grupo Progresso, que opera no transporte público da Grande Aracaju, paralisaram as atividades nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (2). A informação foi confirmada pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT).

Os trabalhadores das empresas Viações Progresso, Tropical e Paraíso cruzaram os braços na Avenida Marechal Rondon. Eles reivindicam questões trabalhistas, a exemplo do pagamento de salários atrasados, férias, vale-refeição, pensão alimentícia, entre outros. A expectativa é que a greve seja encerrada a partir de novas negociações.

No total, a mobilização afetou 126 ônibus e 42 linhas, entre elas: Eduardo Gomes, São Cristóvão, Santa Lúcia, Mosqueiro, Santa Maria, Atalaia, Lourival Batista, Shopping Riomar linha 310 e Aquarius/17 de Março. Õnibus extras do sistema estão sendo colocados em operação para suprir a demanda de passageiros atingidos.

"A SMTT está acompanhando as negociações entre a empresa e os trabalhadores, e cobrando uma solução imediata para que os ônibus voltem a operar normalmente", disse por meio de nota.

Setransp

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setransp) informou que, neste momento, a direção da empresa busca um acordo com seus colaboradores, além de esclarecer os motivos do atraso, para a frota voltar a operar.

"Funcionários questionaram atrasos nos salários, todavia o setor já vem lidando com sérios percalços para se restabelecer. Algumas medidas recém anunciadas pela Prefeitura de Aracaju estão ajudando bastante a amenizar a situação que se agravou em especial na pandemia com acúmulos de débitos com fornecedores somado aos aumentos dos custos do serviço. Porém não resolve o drástico impacto do aumento de custos e queda de receita.

A Prefeitura liberou R$ 4,8 milhões de aporte (cerca de 1/3 desse valor para cada grupo de empresas operadoras) de um montante de R$ 9 milhões, referente a antecipação de vale transporte e pagamento de parte das gratuidades, e o restante será repassado em parcelas já nos próximos meses.

Contudo, essa medida, embora seja de grande valia, não resolve em totalidade o desequilíbrio econômico vivido pelo setor. É preciso que as autoridades públicas se somem a esse serviço que é essencial à população com outras providências, como por exemplo, a redução do ICMS do diesel que representa 18% do preço do combustível. Um insumo que no ano passado chegou a subir 80% e este ano já cresceu mais de 40%.", afirma.