MPSE solicita que município de Tobias Barreto realize reforma geral no Mercado da Carne
Redação Portal A8SE com informações MPSE
Nesta terça-feira (19), o Ministério Público de Sergipe, por meio da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Tobias Barreto, ajuizou uma Ação Civil Pública contra o município para que seja executada uma obra de reforma no Mercado da Carne, localizado na rua Antônio Muniz. Durante fiscalizações técnicas foram observadas diversas irregularidades na unidade municipal, de ordens elétrica, estrutural e de acessibilidade.
O inquérito foi instaurado em 2019 após serem constatadas irregularidades nas instalações elétricas do ambiente, após ser detectadas fiações expostas, pouca quantidade de tomadas elétricas, sucessivas quedas do fornecimento elétrico, devido ao envelhecimento da estrutura, e aumento da presença de freezers e serras elétricas.
Na época, segundo o MPSE, o município alegou necessitar de auxílio do Governo do Estado para orçar o projeto de reforma elétrica, chegando ao valor de R$ 238.381,58, mas o projeto não foi colocado em execução.
Como os problemas não foram resolvidos, uma nova inspeção foi realizada por técnicos especializados do Setor de Perícias do MPSE. Durante o trabalho, foram observadas a deterioração de outras estruturas, como ferragem exposta e oxidada nas bancadas dos comerciantes; marcas de infiltrações; madeiramento danificado e telhas deslocadas; caixas de drenagem e esgotamento sanitário com tampas danificadas; e presença de sujeira e oxidação de equipamentos, gerando uma situação de risco para os consumidores e comprometendo o ambiente sanitário para comercialização de produtos alimentícios.
O documento também listou a ausência de acessibilidade que possibilitasse a circulação de pessoas com deficiência na unidade.
A Promotora de Justiça Luciana Duarte Sobral reiterou a necessidade de cumprimento das medidas sanitárias e lembrou dos riscos do atual espaço para a população.
“O resultado de todas as inspeções no Mercado Municipal de Tobias Barreto demonstra que o local não reúne as condições estruturais ideais para a realização do comércio de alimentos, comprometendo a continuidade das atividades comerciais no local, da forma como atualmente realizada, pondo em risco a saúde e a integridade física do consumidor e dos trabalhadores que atuam no local”, frisou.
Na Ação Civil Pública, o MPSE pede que seja apresentado o projeto e o cronograma com datas definidas, com prazo máximo de seis meses, para que sejam executadas as obras e aquisição de equipamentos necessários para a regularização estrutural do Mercado da Carne, cumprindo especialmente às normas sanitárias, de engenharia e acessibilidade vigentes.
Entramos em contato com a gestão municipal que preferiu não se pronunciar pois ainda não foi notificada.
