Risco de surto e epidemia pelo Aedes Aegypti em Aracaju aumenta 100%, aponta LIRAa
Segundo a SMS, seis bairros apresentaram índice considerado de alto risco.
Redação do Portal A8SE
O Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti apontou que, em março deste ano, a infestação geral pelo Aedes Aegypti em Aracaju atingiu 2,2%, classificação considerada de médio risco para surtos ou epidemias. Em relação ao número registrado no ano passado, o aumento foi de 100% neste período. Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde nesta terça-feira (19).
O estudo foi retomado após a reversão da decisão judicial que impedia visitas dentro dos domicílios. Dos 43 bairros da capital, nove foram classificados como baixo risco (satisfatório), 28 em médio risco (alerta) e seis tem alto risco de surto ou epidemia. São eles: Palestina e Capucho (6,7%), José Conrado de Araújo (5,4%), Treze de Julho (4,9%), Pereira Lobo (4,5%) e Santa Maria (4,0%).
Além disso, 81,4% dos locais apresentaram aumento no índice em comparação à 2021.
Principais criadouros
Os locais com mais focos são depósitos para armazenamento de água, como lavanderias e tonéis; depósitos domiciliares (vasos e pratos de plantas, ralos, lajes, sanitários em desuso, etc); lixo e entulho encontrados nos quintais de residências, via pública ou espaços abandonados.
A aplicação do fumacê costal é realizado regularmente para bloqueio da transmissão. Durante os três primeiros meses deste ano, 42 localidades foram contempladas pelo serviço.
