Há dois anos, Sergipe confirmava primeiro caso de covid-19 no estado
Redação Portal A8SE com informações da SES
Há dois anos, Sergipe fez o registro do primeiro caso de covid-19. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, até o momento, o estado teve 322.803 pessoas que testaram positivo para a doença e 6.288 morreram.
O primeiro registro foi de uma mulher de 36 anos, que tinha acabado de chegar da Espanha. Dias antes, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu o nível de contaminação da doença para uma pandemia. De lá para cá, além do uso obrigatório da máscara, que atualmente tem sua flexibilização discutida, cuidados reforçados com a higiene das mãos e das superfícies, por exemplo, entraram na rotina dos sergipanos.
“Passamos por um período de controle no segundo semestre de 2021, mas tudo mudou com o surgimento de uma nova variante, com alta capacidade de transmissibilidade. Voltamos a ter uma nova onda no início deste ano, tendo o pico em fevereiro. Agora, essa onda está em queda e foi a onda mais curta que tivemos, uma onda que o aumento de casos de forma explosiva, uma transmissão intensa, uma positividade altíssima de exames, mas sem reflexos importantes nos números de óbitos e internações”, explica o diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio Góes.
O controle da doença, segundo o médico, tem relação direta com a vacinação contra a covid-19. “Isso sem dúvida nenhuma é efeito da vacinação que iniciamos no estado em 19 de janeiro de 2021. Como os estudos já mostraram, a vacina não elimina o risco da infecção, mas diminui a carga viral, as formas graves, diminui as chances de internações e óbitos.”, destaca.
Por outro aspecto, mesmo passando por um momento privilegiado da pandemia, com uma boa cobertura vacinal, o médico alerta que a imunização deve melhorar. “Identificamos que independente da medida, se é tirar a máscara ou não, alguns grupos precisam estar mais atentos que outros. Os que estão em tratamentos para doenças crônicas, precisam continuar tomando muito cuidado. Quando olhamos para casos graves, ou são pessoas não vacinadas, ou essas pessoas estão vacinadas de forma incompleta (sem segunda dose ou dose de reforço). É fundamental que se entenda isso. Individualmente as pessoas precisam tomar suas opções a depender dos seus riscos”, finaliza o médico.
