A8SE Icone

Sergipe

Evento em celebração ao mês da Visibilidade Trans é realizado no Copemcan em Aracaju

Redação do Portal A8SE

Um evento em celebração à visibilidade de pessoas trans aconteceu na ala LGBT do Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto (Copemcan) na manhã da última terça-feira (25) em Aracaju.

Várias organizações se empenharam em conjunto para a ação, dentre elas o Centro de Referência em Direitos Humanos LGBTI+, da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

De acordo com o Coordenador do centro de referência em direitos humanos LGBTI+ da SSP, Helenilton Dantas, o evento pôde contar com roda de conversa, interação social, atividades recreativas, levantamento de problemáticas de questões de saúde, jurídica e psicológica, distribuição de donativos (material de higiene pessoal e limpeza) e entre outras.

“Ações como essas valorizam o princípio básico da dignidade da pessoa humana, cria protocolos de ações, estimulam a participação de pessoas e instituições, fomenta empoderados e faz valer os princípios de participação social e comunitária”, afirma.

Entre equipe e presos foram 32 pessoas envolvidas diretamente na ação, além de entidades como Renosp- LGBTI, CasAmor, Frente Estadual pelo Desencarceramento de Sergipe, Adriana Lohanna (SEIAS) - Referência técnica estadual de política públicas para a população LGBTQI+, Marcelo Lima (DDH/SEMFAS/PMA) e entre outras.

Visibilidade trans

Em janeiro, é celebrado em todo o Brasil o mês da visibilidade trans. A escolha da data se deve a um ato organizado no dia 29 de janeiro de 2004 em Brasília chamado “Travesti e Respeito”, campanha que marcou o movimento da luta dos direitos das pessoas trans do país.

Desde então, o Janeiro Lilás é conhecido pelo mês da visibilidade trans, período em que diversas organizações se unem e buscam conscientizar a sociedade com mais conhecimento das identidades de gênero e combate ao preconceito e violência contra transexuais.

Segundo o Dossiê de Assassinatos e Violência contra Travestis e Transexuais brasileiras produzido pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), entre 2017 e 2020, 641 pessoas trans foram assassinadas no Brasil. E o estudo mostra que a condição de gênero é um fator determinante para essas mortes.

Além da violência, a população trans também sofre com o preconceito e o desemprego na sociedade. Ainda de acordo com a Antra, 90% da população de travestis e mulheres transexuais precisam recorrer a prostituição como fonte de renda devido à discriminação e falta de oportunidades sofridas no mercado de trabalho.