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Sergipe

Laudo do Corpo do Bombeiros classifica como acidental incêndio que matou mãe e gêmeos em Gararu

A perícia chegou à conclusão do laudo após analisar informações e depoimentos, além dos materiais presentes no local do incêndio.

Redação do Portal A8SE

Nesta quinta-feira (20), o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Sergipe (CBMSE) classificou como acidental o incêndio provocado pela ação dos irmãos gêmeos em uma mercearia localizada na cidade de Gararu, no Alto Sertão sergipano, que vitimou fatalmente a mãe e as duas crianças.

Segundo o perito em incêndios, major Eanes Alves, informações e depoimentos, além da análise dos materiais presentes, tornaram possível constatar o resultado do laudo como causa acidental. A fonte de ignição, por sua vez, não foi identificada em razão da alteração do cômodo antes da realização da perícia e do seu alto grau de destruição. "[...] pode ter sido um fósforo, um isqueiro, ou qualquer outro elemento semelhante”, aponta.

As chamas se concentraram em uma sala utilizada como escritório no fundo do estabelecimento. "Havia uma alta concentração de material combustível no local, inclusive dois botijões de GLP que já haviam sido utilizados, mas não estavam vazios, ou seja, estavam sem o lacre de proteção. Por conta da alta temperatura, um mecanismo chamado de válvula de escape dos dois botijões se rompeu, gerando um intenso vazamento de gás, que potencializou ainda mais a propagação do fogo e dificultou a extinção das chamas", explica.

Alerta

O bombeiro alertou para a prevenção de acidentes envolvendo crianças. “Alguns locais são perigosos e não adequados para a permanência de crianças. Além disso, as crianças devem estar sempre supervisionadas por um adulto e os produtos que possam causar acidentes longe do alcance delas”, concluiu.

Relembre o Caso

O incêndio ocorreu no dia 18 de setembro, quando os irmãos gêmeos de apenas quatro anos de idade morreram no local.

Na tentativa de salvar os filhos no estabelecimento, a mãe, Danielle Fróes, também foi atingida pelas chamas, sendo diagnosticada com queimaduras graves em 45% de área corpórea e lesão inalatória importante. Ela faleceu depois de 12 dias internada na Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).

Entre as vítimas sobreviventes estavam o pai e o irmão das crianças e dois vizinhos da família.