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Sergipe

Vendedor de geladinho: idoso pede ajuda para quitar imóvel que pode ir a leilão

Leilão está marcado para o próximo dia 20 e seu Altamiro não consegue quitar as dívidas

Redação Portal A8SE

Já imaginou conquistar o sonho da casa própria e depois não conseguir pagar as prestações do imóvel? É o que acontece com o trabalhador seu Altamiro Fonseca. Ele mora com a esposa, Janice Cardoso, 74 anos, em um condomínio no bairro Farolândia, em Aracaju. Com o salário apertado e contas à pagar, ele precisa completar a renda com a venda de geladinhos, mesmo assim, aos 79 anos de idade, ele corre o risco de perder o imóvel onde mora por não conseguir quitar o valor do financiamento.

Todos os dias, por volta das cinco horas, ele sai de casa e vai comprar os ingredientes para produção de geladinhos. Juntos, seu Altamiro e dona Janice preparam o produto que é o acréscimo da renda da família. Às 9h30, com tudo pronto, o idoso vai para porta de escolas para aproveitar o horário de intervalo e da saída dos estudantes para vender o geladão de frutas.

O trabalho é de domingo a domingo, de sol a sol. Quando não tem aula, ele sai vendendo o geladinho pelo bairro, em feiras e locais com maiores movimentos. O genro, Anderson Matos, relata que há dias que seu Altamiro só finaliza o trabalho no final da tarde, após vender todas as unidades. O lucro diário varia com os preços dos ingredientes e a quantidade comercializada, em média, gira em torno de 30 reais.

Dona Janice não possui nenhum tipo de auxílio governamental. Já seu Altamiro recebe cerca de R$ 1200 da aposentadoria. Os familiares relatam, porém, que o salário não é suficiente para os dois sobreviverem.

"Eles pagam condomínio, que é mais ou menos 300 reais, a energia é entre R$ 200 e R$ 300, porque ele precisa manter um freezer para os geladinhos, ainda tem despesas com remédios e alimentação", explica Anderson.

A mensalidade do imóvel ultrapassa o que seu Altamiro ganha por mês. No próximo dia 20, caso não sejam resolvidas as despesas, o apartamento pode ir a leilão. Por conta disso, foi criada uma vaquinha para que o casal de idosos possa quitar a dívida.

"A dívida é de 58.300. Na vaquinha arrecadamos 12.200, já no Pix conseguimos uns 14.000. Com fé em Deus vamos conseguir tudo", disse Anderson.

Quem deseja ajudar, pode clicar aqui e será direcionado para a arrecadação online ou, se preferir, pode colaborar através do Pix da filha: [email protected] (e-mail)