A8SE Icone

Sergipe

Sergipe continua com a 3ª maior taxa de desemprego do país, aponta IBGE

29,3% da população que está empregada atua por conta própria em Sergipe

Redação Portal A8SE

Nesta terça-feira, 31, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, divulgou os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua que aponta Sergipe com a 3º maior taxa de desemprego do país.

No 2º trimestre de 2021, a taxa de desocupação foi de 19,1%, ou seja, o número permaneceu com estabilidade em relação ao 1º trimestre de 2021. O estado sergipano fica atrás apenas de Pernambuco e da Bahia, com 21,6% e 19,7%, respectivamente. Já as menores taxas foram registradas em Santa Catarina (5,8%), Rio Grande do Sul (8,8%) e no Mato Grosso (9,0%).

Segundo o IBGE, o nível da ocupação (44,8%), que é o percentual de pessoas ocupadas (860 mil) no total da população com 14 anos ou mais de idade (1,920 milhão), variou em 7,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, indicando um aumento. Em 14 estados, sendo todos do Nordeste, o nível de ocupação ficou abaixo de 50% neste primeiro trimestre de 2021.

Em Sergipe, o percentual de pessoas com carteira assinada no setor privado é de 56,6% e este foi o 4º menor percentual do país. No grupo de trabalhadores que são empregadores (28 mil), na comparação entre o trimestre imediatamente anterior e o 2º trimestre de 2020, não houve variação estatística. Porém, no caso dos trabalhadores por conta própria (252 mil) houve uma variação de 16,7% de pessoas nesta condição que não possuem o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), na comparação com o 2º trimestre de 2020.

Um dado que chama a atenção, é que 29,3% da população ocupada atua por conta própria em Sergipe. A média no Brasil é de 28,3%. Em relação à taxa de informalidade no 2º trimestre de 2021, em Sergipe, 53,1% da população ocupada atua de forma informal. Este é o 8º maior percentual no país.

Em comparação ao mesmo período do ano passado, o setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura teve um aumento de 33,8% ou 34 mil pessoas a mais e o setor de construção registrou aumento de 30,6% nesta comparação, com 16 mil pessoas a mais.