Deputado denuncia suposto esquema de 'rachadinha' na Fundação Renascer
Na prática, o esquema se caracteriza quando um funcionário público é obrigado a devolver parte do próprio salário para um outro servidor
Redação Portal A8SE
Nesta terça-feira, 03, a Assembleia Legislativa de Sergipe retomou com as atividades após recesso parlamentar. Uma das pautas em discussão envolve a Fundação Renascer, gerida pelo Governo de Sergipe. Segundo o deputado Georgeo Passos, há uma suspeita de "rachadinha", ou seja, quando um servidor tira parte do seu salário e dar para um outro servidor para se manter no cargo.
De acordo com o parlamentar, há indícios de que trabalhadores de uma terceirizada que presta serviço para Fundação Renascer estão realizando transferências bancárias para conta de um filho de uma autoridade da instituição. Ele conta que foram os próprios terceirizados que o procuraram em busca de apoio.
"Essa pessoa que ficava cobrando era de uma certa força na Fundação Renascer, de um cargo de comissão [...] e exigia dessas pessoas que recebem um salário, um salário mínimo e meio por mês, que essas pessoas pagassem para garantir que não seriam demitidas", detalha Georgeo.
Ainda de acordo com ele, foi solicitado que o sigilo bancário desse suspeito seja quebrado para averiguar o quantitativo de transferências.
"Pessoas pagavam R$ 200, R$ 300 por mês para essa pessoa", explica. "Após uma movimentação que teve mês passado, o governo chegou a exonerar essa pessoa que exigia, mas exoneração por si só não resolve", finaliza.
O líder do governo na Alese, Zezinho Sobral, afirmou que o caso será investigado e vai acompanhar a apuração.
"Nós não temos a ideia de compactuar com qualquer tipo de ilicitude e a sugestão que fazemos: formalize a denúncia, apresente os nomes, encaminhe a Secretaria de Segurança, ao Deotap de Sergipe [...] Vamos apurar. Entendemos que deve ser feita a apuração e punir os culpados", disse.
Entramos em contato com a Fundação Renascer. A assessoria de comunicação informou que tomou conhecimento da denúncia no dia 09 de julho e afastou o servidor das funções exercidas. Além disso, instaurou a Comissão de Sindicância Administrativa para apuração dos fatos. "O servidor denunciado foi exonerado no último dia 27 de julho. A investigação segue em curso. A Renascer não compactua com este tipo de prática, nem se omite diante de qualquer irregularidade que seja devidamente comprovada", diz a nota.
