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Sergipe

Médico de Aracaju orienta paciente a não tomar vacina da AstraZeneca, mas pedido não é atendido pela SMS

Médico teria afirmado que o imunizante poderia causar trombose pois o paciente tem varizes; casos são raros

Redação A8SE

Um homem foi orientado por um médico de Aracaju a não tomar o imunizante contra covid-19 produzido pela AstraZeneca, por risco de desenvolvimento de trombose. O paciente tem varizes, o que, segundo ele, foi o argumento do médico para orientar sobre qual vacina tomar em uma prescrição médica.

O documento em questão comprova que o paciente Marcio da Silva Marques, 40, é hipertenso e diabético, o que o coloca em um dos grupos prioritários de vacinação da capital. Pessoas com comorbidades a partir de 40 anos começaram a ser vacinadas na última terça-feira em Aracaju (18).

Ele enviou ao A8SE uma foto da prescrição médica em que é feita a determinação.

Marques enviou um e-mail à Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju relatando o ocorrido. A pasta respondeu afirmando que a única vacina disponibilizada no momento era a da farmacêutica AstraZeneca, e que não era ofertada a escolha de imunizantes.

Marques disponibilizou ao A8SE a captura de tela da resposta.

Em nota ao A8SE, a secretaria diz que a “única nota técnica emitida pelo Ministério da Saúde que restringe o uso de vacinas aprovadas no Brasil é a que orienta a não utilização da AstraZeneca em gestantes com ou sem comorbidades.”

“Eu não tô querendo escolher vacina. Eu não quero uma vacina específica. Eu só quero tomar uma vacina”, afirma Marques.

AstraZeneca e casos de trombose

O desenvolvimento de trombose após o recebimento do imunizante da AstraZeneca é raro, e poucos casos foram registrados no mundo.

Até 4 de março deste ano, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) registrou 222 casos de trombose entre mais de 35 milhões de pessoas vacinadas com o imunizante da AstraZeneca. Ou seja, aproximadamente um a cada 175 mil imunizados.

Em entrevista à Agência Brasil, Isabela Balallai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, afirmou que o risco de trombose depois de tomar a vacina é muito menor do que em relação a medicamentos utilizados em larga escala pela população e ao tabagismo.