A8SE Icone

Sergipe

De janeiro a abril foram registrados mais de dois mil casos de violência contra a mulher

Dentre os números, estão casos envolvendo ameaça, injúria, lesão corporal e vias de fato

De acordo com dados divulgados pela Polícia Civil, de janeiro a abril deste ano houve registro de 2.690 notificações de casos de violência contra a mulher. Dentre os números, estão casos envolvendo ameaça, injúria, lesão corporal e vias de fato.

Já no primeiro quadrimestre de 2020, foram registrados 2.808 casos. De acordo com os dados da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEACrim), da Secretaria de Segurança Pública (SSP), houve uma diferença de 118 registros entre os meses de janeiro a abril de cada ano.

Com o período da pandemia, as pessoas começaram a passar mais tempo dentro de casa e, consequentemente, a conviver mais tempo juntas. Questionado sobre o aumento de agressões e a possível subnotificação desses casos, a Polícia Civil informou, em nota, que não considera a existência de subnotificação nos registros de violência doméstica a partir do comparativo entre os anos de 2020 e 2021.

Vale ressaltar a importância de denunciar os casos de violência. A Central de Atendimento à Mulher, ligando 180, presta serviço às mulheres em situação de violência, como também pessoas que presenciaram casos e desejam formalizar a denúncia.

Direitos da Mulher nas redes sociais

Diante dessa realidade, a advogada sergipana Aretha Cardoso, de 25 anos, desenvolve um trabalho nas redes sociais (@arethacardosoo.adv) com produção de conteúdos que auxiliam mulheres a entender sobre o que é relacionamento abusivo, os tipos de agressões sofridas, feminismo, empoderamento, sororidade e direitos da mulher.

A advogada relatou que o perfil na rede social nasceu de modo estratégico, por já participar de conselhos, reuniões e grupos que debatiam sobre o tema, e sentia que seria justo que outras mulheres tivessem acesso a essas informações.

Durante o período da pandemia, a profissional percebeu que o Instagram se tornou ainda mais acessado, onde as pessoas passam boa parte do tempo. Então, a advogada resolveu usar essa plataforma para compartilhar conteúdo e ajudar mulheres a identificar agressões físicas, verbais e psicológicas. Indicando quais as maneiras possíveis de denunciar, falando do tema de forma mais prática. “Era uma lacuna. Era algo que eu, enquanto seguidora, queria ver. Foi quando iniciei as postagens. Percebi também que as pessoas queriam saber sobre mim de uma forma mais lúdica, não de maneira maciça, lendo artigos, porque é um assunto que abrange mulheres de diversas áreas”, explicou.

A profissional também afirma que levar o conteúdo de maneira mais descontraída, usando plataformas de vídeo, músicas, coreografias, tudo que esteja em alta e chame a atenção, faz com que ela consiga levar o assunto mais longe. Destacando o papel de transformação que as advogadas da área exercem na vida de mulheres que desconhecem alguns dos assuntos. “Dessa forma eu tenho mais engajamento e passo a informação de uma maneira muito mais divertida, desconstruindo a imagem de seriedade do advogado. Meu objetivo é me tornar amiga das minhas seguidoras”, completa.