Agente penal morto por detento no Copemcan trabalhava há um ano nesta atividade
Na ocorrência, o detento também morreu e outro policial penal ficou gravemente ferido.
Na manhã desta segunda-feira (22), acontece o sepultamento do agente penal Deyvicson Santos Hipólito, no município de Riachuelo. O agente foi morto durante troca de tiros no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão, na manhã deste domingo (21).
Segundo as informações da Secretaria de Justiça, Trabalho e Defesa do Consumidor (Sejuc), tudo aconteceu quando o interno Rafael de Oliveira Gonzaga, 25 anos, foi retirado do pavilhão 3 e estava na área externa dos pavilhões, em uma área comum, acompanhado por policiais penais.
Momento em que o interno conseguiu tomar a pistola de um policial penal, que foi atingido. Em seguida, outro colega policial penal também foi atingido por disparos de arma de fogo. Os demais policiais penais que estavam em uma área próxima da ocorrência reagiram e atiraram contra o interno, que morreu no local.
Ainda segundo as informações da Sejuc, o SAMU foi acionado e fez os primeiros atendimentos, mas Deyvicson não resistiu. Já o outro policial penal atingido, Temaco de Farias Almeida, foi encaminhado ao Hospital de Urgência João Alves Filho (Huse) em estado grave, passou por cirurgia e segue internado.
Reivindicação
De acordo com o Sindicato dos policiais penais de Sergipe esta era uma tragédia anunciada, devido ao baixo efetivo de polícias no Copemcan, onde existem cerca de 3 mil presos e são vigiados por apenas 15 policiais em média.
O policial penal morto na ação dentro do Completo Penitenciário Manoel Carvalho Neto, estava sem colete balístico, mais um problema segundo o Sindipen. A informação é que estes equipamentos de proteção individual são de uso coletivo e muitos se recusam a usar desta forma.
A Secretaria de Justiça de Sergipe informou que a Polícia Militar enviou reforço para a unidade prisional, disse ainda que as imagens do circuito de TV também estão sendo checadas para auxiliar na investigação do caso. O policial penal morto na ocorrência, tinha 28 anos, foi aprovado no último concurso público e começou a trabalhar no ano passado. No velório a família ainda estava sem acreditar na tragédia.
