Profissionais da Saúde denunciam atraso salarial e corte de direitos
Redação Portal A8SE
Na tarde desta quarta-feira, 10, um grupo com cerca de vinte técnicos de enfermagem que trabalham em diversas unidades hospitalares de Sergipe, realizaram uma manifestação em frente a Secretaria de Estado da Saúde. Com cartazes escrito "cuidamos e estamos ser cuidados", eles alegam atraso salarial e também corte de benefícios.
Os profissionais são do Hospital João Alves, Hospital da Polícia Militar, Zé Franco e o Hospital de Estância. Entre as reinvindicações, eles falam de demissões de gestantes, falta de pagamento de passagem para o transporte e descontos salariais.
"Tem pessoas aqui que receberam, 800, 600 e até 500 reais apenas do salário, sem falar dos atrasos. Gestantes foram demitidas sem justa causa. Não podemos ficar doentes porque se colocarmos atestado, perdemos o dia. Além disso, não pagam passagem. Essa semana faltei dois dias de trabalho porque não tinha dinheiro para pagar passagem", explica Clesimara dos Santos, técnica de enfermagem do Hospital Regional Dr. Jessé Fontes , em Estância.
Uma comissão foi recebida por representantes da SES. Entramos em contato com a Secretaria de Saúde que nos enviou uma nota, informando que não há vínculo empregatícios entre esses profissionais.
"Cerca de 1200 profissionais da saúde que foram selecionados no Edital de Chamamento 02/2020 foram contratados como prestadores de serviço. Houve uma retificação no regime de trabalho do edital por recomendação da Procuradoria Geral do Estado para função prevista no objeto de seleção. Como prestador de serviço, o profissional recebe por hora trabalhada e, após retificação do regime de trabalho, os valores pagos por insalubridade e adicional noturno foram agregados à hora trabalhada para que os profissionais não tivessem perdas salariais. Portanto, a hora trabalhada já tem esses valores incorporados. A legislação impõe que o prestador de serviço receba por horas trabalhadas, sem vínculo empregatício".
