Em Sergipe, mortes não naturais entre homens é oito vezes maior do que entre mulheres
Esse percentual registrado é o quarto maior do país. As mortes não naturais podem ser, por exemplo, violência, suicídio, acidentes.
informações IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, o IBGE, divulgou nesta quarta-feira (09) o resultado de uma pesquisa que mostra um padrão em relação as mortes não naturais.
De acordo com o estudo, nos últimos dez anos, os homens morreram mais de causas não naturais do que as mulheres. Em 2009, eram 6,7 óbitos não naturais masculinos para cada óbito não natural feminino. Em 2019, esse número passou para 8 óbitos não naturais masculinos para cada óbito não natural feminino.
Segundo o IBGE, essa sobremortalidade é maior nos grupos etários mais jovens, entre os 15 a 29 anos, mas persiste até as idades mais avançadas, embora em proporções menores. O aumento de participação de óbitos naturais é indicativo de mais óbitos em grupos de idade mais avançados, reflexo do envelhecimento populacional.
Considerando apenas o grupo com idades entre 15 a 24 anos na população masculina, as mortes não naturais chegaram a 72,3% do total de óbitos. Ou seja, aproximadamente 7 a cada 10 homens que morrem na idade de 15 a 24 anos, morrem de causas não naturais, por exemplo, violência, acidentes, suicídio.
Esse percentual registrado pelo estado de Sergipe é o quarto maior percentual do país, que, no total, registrou um percentual de 65,9%.
