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Sergipe

Cresce número de casos da Covid-19 em Sergipe

E nos últimos sete dias, a ocupação de leitos exclusivos para pacientes com o novo coronavírus também voltou a subir.

Sergipe vem apresentando um acentuado aumento no número de casos da Covid-19 nos últimos 15 dias. E há sete dias, a ocupação de leitos exclusivos para pacientes com o novo coronavírus também voltou a subir, fazendo o estado sair do quadro de estabilidade.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), nessa quinta-feira (26), Sergipe registrou 561 novos casos, um valor superior ao que foi registrado no dia 14 de novembro, quando o estado apresentou 87 casos da doença.

O diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio, explica que esse aumento é reflexo da mudança no comportamento da população, em virtude do descumprimento das medidas de prevenção, observadas no período eleitoral e em atividades recreativas, com aglomerações e baixa adesão ao uso de máscaras.

“Análises indicam o que já era considerado como verdade, que o vírus ainda circula no estado, que a pandemia não acabou e quando as normas são quebradas, a transmissão aumenta. A elevação dos casos também tem sido fruto do aumento da testagem para casos leves e contatos assintomáticos”, pontuou.

Outro dado que chama atenção é a taxa de ocupação de leitos de UTI. Em 19 de novembro, 38,6% dos leitos públicos de UTI estavam ocupados e na rede privada a taxa era de 32,1%. Já nessa quinta-feira (26), a taxa de ocupação nos leitos da UTI pública era de 48% e na rede privada foi registrado 41,1% de ocupação. Isto demonstra que houve um aumento de quase 10%.

De acordo com a SES, o crescimento de casos e internações já era previsível. Ainda segundo a secretaria, não há a necessidade de ampliação de leitos e nem de restrição de serviços.

Sobre o número de mortes por Covid-19, a SES aponta um crescimento discreto na média de óbitos em relação a semana passada. O diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio, alerta que a “transmissão aumentada traz o risco de atingir a população mais vulnerável e voltarmos a ter um crescimento nos óbitos”.

A recomendação é que todos evitem locais com aglomeração, reforcem as medidas de higienização das mãos e uso de máscaras.