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Sergipe

Sergipe apresenta os maiores índices de desigualdade e concentração de renda do país, diz IBGE

Em relação ao déficit nos serviços de saneamento, a proporção de pessoas que vivem em domicílios com ausência de esgotamento sanitário aumentou.

informações IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, divulgou nesta quinta-feira, 12, uma pesquisa sobre o índice de desigualdade de renda, o chamado índice Gini. Os dados mostram que Sergipe tem o maior percentual do país.

Em Sergipe, o índice de Gini foi de 0,580, em 2019. Em 2018, era 0,575 e em 2017, 0,546. Quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade de renda do local. Esse índice foi o maior registrado no país. Inclusive, o índice no Brasil ficou em 0,543 e no Nordeste, 0,559.

A pesquisa mostra ainda o levantamento sobre o índice de concentração de renda. E neste quesito a capital sergipana ganhou destaque. Em Aracaju, o indicador foi de 5,26. Em Sergipe, foi de 5,29, tornando o estado com o maior índice também.

Inadequações nas residências

A pesquisa também investigou a proporção de pessoas residentes em domicílios com ocorrência de inadequação, em uma população de 2.299 milhões de pessoas, em Sergipe. A pesquisa mostrou que 21% da população vive em um domicílio que apresenta algum tipo de inadequação. Na capital, esse percentual chegou a 14,6% das pessoas.

Em Sergipe, 3,7% da população vive em um domicílio com ausência de banheiro de uso exclusivo, 5,1% apresenta ônus excessivo de aluguel e em 9,9% existe a falta de documentos que comprovem a propriedade. A pesquisa também investigou o déficit nos serviços de saneamento ou com restrições.

Em relação ao déficit nos serviços de saneamento, a proporção de pessoas que vivem em domicílios com ausência de esgotamento sanitário, aumentou de 46,8% em 2018 para 52,7% em 2019. Na capital, esse percentual é de 15,8%.

Dos locais com acesso geral da rede de distribuição de água, 60,9% das pessoas recebem todos os dias, 24,9% não têm frequência diária de distribuição e 14,1% estão sem acesso à rede geral. Por fim, a pesquisa também investigou a ocupação do domicílio. Em Sergipe, 67,3% dos domicílios estão pagos e 18,3% são alugados. Essas duas condições foram predominantes no estado.