Avosos alerta para a prevenção ao câncer de próstata
A campanha tem o slogan: “Homens, o cuidado é a melhor prevenção”
Avosos
Mais que um lacinho azul, a campanha Novembro Azul alerta para a prevenção ao câncer de próstata. A Associação dos Voluntários a Serviço da Oncologia em Sergipe (Avosos) lançou a campanha com o slogan: “Homens, o cuidado é a melhor prevenção”. Além de prevenir o câncer de próstata, as ações servem como uma forma de conscientização sobre a importância dos cuidados com a saúde do homem.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 65.840 novos casos neste ano. Dados de 2018 do Atlas de Mortalidade por Câncer apontaram 15.576 mortes. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos e considerando ambos os sexos, é o segundo tipo mais comum. A taxa de incidência é maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.
Segundo a gerente geral da Avosos, Lorena Ribeiro, Novembro é um mês importante de atenção aos homens. “Os cuidados com a saúde devem ser ao longo do ano e não apenas neste mês. Além disso, mesmo neste período de pandemia pela Covid-19 não devemos deixar de realizar nossos exames periódicos, tanto os homens quanto as mulheres. O câncer não espera e quanto mais rápido descobrirmos o diagnóstico, maiores são as chances de cura e menores as sequelas”, pontua a profissional.
Câncer de próstata
A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto (parte final do intestino grosso). A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual.
Ainda segundo dados do Inca, mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.
Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.
