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Sergipe

Sergipe é o 4º maior produtor de camarão do país em 2019

Em 2019, Sergipe produziu 3.395.877 quilogramas de camarão. Essa quantidade é 16,8% maior do que a obtida em 2018.

IBGE

A pesquisa investiga a aquicultura, levando em conta a reprodução desses organismos, como camarão, ostras e peixes de modo supervisionado. Ou seja, a pesquisa não investigou o ato da pesca, que é uma ação da retirada desses organismos do seu local original, de modo natural. A investigação envolvendo a aquicultura abrange produtos como camarão, ostras, variados peixes e outros produtos como o siri.

Em 2019, Sergipe produziu 3.395.877 quilogramas de camarão. Essa quantidade é 16,8% maior do que a obtida em 2018. O maior produtor sergipano é o município de Nossa Senhora do Socorro, (1.120.048 kg), sendo responsável por ⅓ de toda a produção de camarão no estado. O município é seguido por Brejo Grande, com 832.800 quilogramas. Vale a pena ressaltar que entre 2018 e 2019, a produção de camarão em Brejo Grande teve um aumento em cerca de 55%. O município de São Cristóvão é o terceiro maior com 446.290 quilogramas. O valor total da produção da aquicultura (variados peixes, ostras, camarão, larvas de camarão), chegou a R$ 78.319 milhões. Esse número é maior quando comparado com 2018 (65.747 milhões). Do valor total da aquicultura, somente o camarão corresponde a 84,4% do valor total da produção, com R$ 66.109 milhões. Desse total, somente Nossa Senhora do Socorro é responsável por mais de 21 milhões de reais.

A carcinicultura é liderada pela Região Nordeste, desde o início da série histórica da pesquisa. Em 2019, após um aumento de 19,0% de sua produção, a região respondeu por 99,6% do total nacional, maior participação já registrada. Na região, os maiores produtores foram os estados do Rio Grande do Norte e Ceará, com 38,2% e 30,8% do volume total, respectivamente. Sergipe é o 4º maior produtor do Nordeste, ficando atrás desses estados e de Pernambuco (3º lugar).

Valor da produção do leite corresponde a mais de 80% do valor total de produtos com origem animal

A pesquisa investiga também a produção e seu valor em produtos de origem animal, levando em conta os ovos de galinha, ovos de codorna, mel de abelha, lã e o leite. Em Sergipe, o valor total da produção com produtos de origem animal teve um aumento de R$ 545.363 milhões, em 2018 para R$ 551.622 milhões em 2019. Do valor total da produção (R$ 551.622 milhões), o leite corresponde a 81,4% do total (R$ 449.039 milhões), seguido dos ovos de galinha com 18,32%. Do valor total, o município de Poço Redondo apresenta o maior valor com R$ 75.566 e R$ 62.647 de Nossa Senhora da Glória. Em relação ao leite, a produção em 2019 foi de 347.642 milhões de litros, apresentando um aumento em mais de 10 milhões de litros de um ano a outro.

Os maiores produtores de leite em Sergipe são Poço Redondo (57.985 milhões de litros) e Nossa Senhora do Glória (47.892 milhões de litros). Em âmbito regional, o maior produtor de leite está na Bahia, com 1.068.448 bilhões de litros de leite, em 2019. Em relação aos ovos de galinha, houve uma produção de 25.940 milhões de dúzias em 2019, em comparação com 23.408 milhões em 2018. Os maiores produtores são os municípios de São Cristóvão, que corresponde a praticamente metade da produção de ovos no estado, com 12.426 milhões de dúzias e Areia Branca, com 5.313 milhões de dúzias. O maior produtor da região Nordeste é Pernambuco, com 284.510 milhões de dúzias produzidas.

Entre 2018 e 2019, rebanhos apresentaram aumento em Sergipe

A pesquisa investigou também o efetivo dos rebanhos, levando em conta a quantidade de cabeças de bovinos, caprinos, ovinos, galináceos (frangos e frangas, galinhas e outras classificações) e galinhas (que são apenas destinadas à produção de ovos).

Em relação aos bovinos, levando em conta uma série histórica de 10 anos (2010-2019), o maior número de cabeças foi em 2015 (1.231.130). Porém, desde esse ano, o número de cabeças bovinas reduziram, chegando a 1.052.263 em 2019 (17% menor). Entre os anos de 2018 a 2019, ocorreu um leve aumento no total de cabeças, com um incremento de 12.917 cabeças. A Região Nordeste apresentou o maior incremento do rebanho de bovinos. De acordo com as estimativas, a Região obteve a segunda alta consecutiva de seu rebanho bovino e apresentou o maior crescimento em números absolutos, entre as Grandes Regiões, ao ter seu efetivo elevado em 756,3 mil cabeças de gado. O plantel nordestino, que atingiu 28,6 milhões de animais, obteve ganho de 2,7% em relação ao ano anterior. Em relação aos ovinos, levando em conta a série histórica dos últimos 10 anos, em 2016, Sergipe apresentou a maior quantidade de cabeças, com 245.550, número que seguiu em queda em 2017 e 2018 (157.560). Porém, em 2019, esse número apresentou um crescimento de 4,2%. No Nordeste, esse aumento foi de 4,1%, chegando a 19,7 milhões de ovinos em 2019. A região, desde 1996, passou a apresentar também o maior efetivo de ovinos do país, pois há afinidade entre a espécie e as características ambientais e socioeconômicas da região. Em relação aos galináceos (diversas aves, desde galinhas e frangos, perus), em 2015, o total de cabeças chegou a 8.294.641. Comparado com 2019, a queda foi de 43,4%. Porém, entre os anos de 2018 a 2019, houve um aumento de 144.065 cabeças.

O mesmo ocorreu somente com a produção de galinhas, que entre 2018 e 2019 teve um aumento em 22.106 cabeças, representando uma leve recuperação em relação aos anos anteriores.