Aracaju é a terceira capital com maior alta no valor da cesta básica
com informações do Dieese
Um levantamento divulgado nesta terça-feira, 06, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - Dieese- mostra que a cesta básica teve alta de preços em todas as 17 capitais pesquisadas pela instituição. As maiores altas foram observadas em Florianópolis (9,80%), Salvador (9,70%) e Aracaju (7,13%).
Na capital sergipana, alguns dos produtos que tiveram maiores altos nos preços foram o arroz agulhinha e a carne bovina de primeira. A banana, por exemplo, teve elevação em 15 cidades, e os aumentos mais expressivos ocorreram no Rio de Janeiro (19,01%) e em Aracaju (18,93%).
O preço do óleo de soja apresentou elevação em todas as capitais. O baixo estoque de soja e derivados no país explicariam, segundo o Dieese, a alta nos preços, pressionada pela demanda externa e externa.
A cesta básica corresponde ao conjunto de alimentos básicos, necessários para as refeições de uma pessoa adulta durante um mês.
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (alterado para 7,5% a partir de março de 2020, com a Reforma da Previdência), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em setembro, na média, 51,22% do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em agosto, o percentual foi de 48,85%.
