Memorial do Judiciário é reaberto ao público
Dircom TJSE
Com mais de 100 anos de história, o Palácio Silvio Romero, que abriga desde 2004 o Memorial do Poder Judiciário, foi reaberto ao público após reforma, na noite desta quinta-feira, 31/10, com um novo projeto museográfico. A solenidade contou com a presença de Maria Lizete Barreto de Menezes Brito, que é bisneta do jurista sergipano Tobias Barreto e reside em Campo Grande (MS). Na ocasião, também foi lançado pelos Correios um selo personalizado alusivo à reabertura do Memorial.
Os convidados também puderam ver, no auditório do Memorial, um trecho do depoimento do Desembargador Manuel Pascoal Nabuco D’Ávila ao Projeto Vivas Memórias, do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), em entrevista concedida no dia 6 de junho de 2018. O Desembargador, que faleceu no dia 18 de março deste ano, foi o responsável pela criação do Memorial do Judiciário. Por este motivo, o Pleno do TJSE aprovou, na última quarta-feira, 30/10, uma propositura do Desembargador Osório de Araújo Ramos Filho solicitando que o auditório do Memorial tenha o nome do Des. Pascoal Nabuco.
Um das duas exposições temporárias abertas durante a solenidade tem como tema ‘Tobias Barreto: vida e representações’. Ela traz ao público um acervo documental, artístico e bibliográfico do jurista sergipano que, no mês de junho, completou 180 anos de nascimento. São quadros, gravuras, processos, documentos e painéis com textos de Jackson da Silva Lima, José Lima Santana e Adélia Pessoa, que relatam fatos da trajetória de Tobias Barreto.
Música
Na década de 1960, o prédio centenário abrigou o Instituto de Música de Sergipe, atualmente chamado de Conservatório de Música de Sergipe. Para rememorar essa origem, a outra exposição temporária – chamada de ‘Mestre Passos: entre a memória e a tradição’ – homenageia José Santos de Araújo, luthier de São Cristóvão que já confeccionou mais de 200 instrumentos musicais, como banjos, violões, violinos, cavaquinhos, entre outros.
Quem compareceu à solenidade também pôde conhecer o rés do prédio, onde aconteceu a apresentação do Quinteto de Cordas da Orquestra Sinfônica de Sergipe, regido pelo maestro Guilherme Mannis e composto por Francisco Júnior e Wagner Barreto (violino), Rafael Marques (viola), Andressa Souto (violoncelo) e Jair Maciel (contrabaixo).
Prédio
O Tribunal de Relação do Estado de Sergipe foi criado em 1892, funcionando inicialmente no edifício do Palacete da Assembleia Legislativa. Em 1895, o Presidente do Estado, General Manuel Presciliano de Oliveira Valadão (1849-1921), entregou para sede da Corte de Justiça o edifício localizado na Praça Matriz (atualmente Olímpio Campos), uma construção em estilo eclético, na qual o Egrégio Tribunal sergipano funcionou até 1930.
Depois disso, foram instaladas no local outras instituições, a exemplo da Chefatura de Polícia, o Instituto de Música, o Juizado de Menores, o Fórum Des. Vasconcelos e o Arquivo Geral do Judiciário. Somente em 2004, durante a gestão do Desembargador Manuel Pascoal Nabuco D’Ávila frente à Presidência do TJSE, o prédio foi reformado e passou a abrigar o Memorial do Judiciário, sob coordenação do jornalista e escritor Luiz Antônio Barreto.
No segundo piso do prédio, o visitante encontrará a Sala de Julgamento, com objetos utilizado no Tribunal do Júri, a exemplo de urna, sineta e togas. Na outra sala do mesmo piso, há informações e documentos referentes à independência de Sergipe, memórias da escravatura e objetos antigos, como mesas, cadeiras e máquina de datilografia.
Reforma
A reforma do Memorial foi orçada em R$ 360 mil e durou 300 dias. No prédio histórico, foi realizada a pintura da fachada, restauro de esquadrias, dos assoalhos, serviço luminotécnico e pintura geral. Já no prédio administrativo, além da pintura, houve a troca de revestimento cerâmico, revisão das esquadrias e cobertura, serviços de impermeabilização, construção de novos rufos e reforma no auditório. Foram realizados serviços de modernização do elevador e das rampas de acesso para deficientes, promovendo mais acessibilidade; além de legendas em braille, maquete tátil do prédio e, futuramente, audiolegendas.
