Chuva acima do previsto mantem Defesa Civil de Aracaju em alerta
Agência Aracaju de Notícias
Representantes da Secretaria de Defesa Social (Semdec), através da Defesa Civil, das empresas municipais de Serviços Urbanos (Emsurb) e de Obras e Urbanização (Emurb) e da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) seguem em alerta com as ações de enfrentamento às constantes chuvas e, nesta quarta-feira, 10, atuam nos pontos mais críticos da cidade.
Equipes da Emurb estão realizando a desobstrução de drenagem na avenida Euclides Figueiredo, inclusive com a bomba de sucção de água; na avenida Ministro Geraldo Barreto Sobral, próximo ao Colégio Jardins; na rua Alcides Fontes, no bairro José Conrado de Araújo; na avenida Beira Mar, com a limpeza da saída do Canal Tramandaí; na avenida Francisco Porto e na rua 4 do bairro Lamarão.
Os agentes de trânsito da SMTT também estão orientando o tráfego em diversos pontos, principalmente na avenida Euclides Figueiredo. Já a equipe semafórica do órgão está atuando nos reparos dos semáforos que apresentaram problemas decorrentes das fortes chuvas. Bairros como o Jabotiana, na região do Largo da Aparecida; Japãozinho, Santa Maria e Porto Dantas, especificamente no Coqueiral, estão sendo monitorados em tempo real. "Estamos tendo muita atenção com relação aos deslizamentos de terra, que podem ocorrer na Zona Norte, e aos alagamentos e inundações, que podem acontecer da Zona Norte à Zona Sul", afirma o coordenador da Defesa Civil de Aracaju, major Sílvio Prado.
De fato, a chuva foi muito acima do que era previsto e do que esperado pelos órgãos municipais, que sempre se preparam para um possível aumento das precipitações. "Foram 155.2 milímetros de água, quando o previsto era de 35 milímetros e o esperado, de 50. Por isso, desde segunda-feira, 8, trabalhamos intensamente", reforça o secretário municipal de Defesa Social, Luís Fernando Silveira.
Ele revela que, nesta quarta, as ações estão voltadas para a sucção de água na Euclides Figueiredo, que tem alagamento severo por causa das condições geográficas, e no Largo da Aparecida, que é um dos pontos mais baixos da cidade e acaba represando a água. "Estamos controlando in loco, com equipes da Defesa Civil e da Guarda Municipal no local desde a madrugada", reforça.
Até o momento, o 199 recebeu 10 ocorrências relatando alagamentos, rachaduras em paredes e ameaças de deslizamentos de terra. "Não houve nenhum transbordamento de canal e, portanto, nenhum ponto inundado", esclarece Luís Fernando, que chama a atenção para a ação conjunta das equipes. "Estamos nas ruas, apoiando as ações uns dos outros, engajados e de prontidão. Toda a Prefeitura está em alerta", ressalta.
Essa, aliás, foi uma determinação do prefeito Edvaldo Nogueira durante a uma reunião ocorrida na noite de terça-feira, 9, com o Comitê de Gerenciamento de Crises. "A ação conjunta é fundamental, porque, com coordenação, a gente consegue centralizar as ações e trabalhar de modo integrado", reforça. Para o secretário, as ações preventivas do próprio Comitê foram fundamentais para esse enfrentamento. "A cada dia, a cidade está mais preparada e resiliente, embora não se possa controlar a natureza. Então, a determinação é de alerta e atenção total. O prefeito quer todas as equipes da Prefeitura de Aracaju atentas até que passem as chuvas", frisa.
Trabalho pós-chuvas
O secretário de Defesa Social ressalta que, quando as chuvas passarem, o foco do Comitê será outro: o da recuperação. "A gente vai fazer os reparos que tiver que fazer e começar a se preparar para as outras chuvas", declara Luis Fernando. Esses reparos vão desde a realização de tapa-buracos até a verificação de estruturas residenciais, passando também pela orientação às pessoas. E essa outra fase pode acontecer em breve, já que a previsão é de diminuição das precipitações para hoje. "Mas a gente está pronto: se as chuvas continuarem, as ações do Comitê também continuam", assegura. Havendo alguma necessidade, o secretário orienta que as ocorrências sejam feitas através do 199. "Toda a Prefeitura vai continuar trabalhando de forma integrada para enfrentar o problema", garante Luís Fernando
