Cesta básica de Aracaju sofre queda de 0,05% e atinge R$ 342,50
Com informações do Dieese
Nesta quarta-feira (7), o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou o preço do conjunto de alimentos essenciais nas capitais brasileiras. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, no mês de outubro, Aracaju registrou queda de 0,05% – dessa maneira, atingindo o valor de R$ 342,50.
Conforme divulgação do Dieese, o preço das cestas básicas aumentou em 16 das 18 cidades onde tiveram altas expressivas registradas em Fortaleza (7,15%), Porto Alegre (6,35%), Vitória (6,08%) e Rio de Janeiro (6,02%). Já as retrações, ocorreram em Natal que apontou declínio de 0,12% com R$ 329,90 e Recife com queda de -0,77% que obteve R$ 330,20.
Ainda de acordo com o Diesse, no mês de setembro, a cesta básica de Aracaju conseguiu atingir o valor de R$ 344,92.
Cesta mais cara
Com base na cesta mais cara, que, em outubro, foi a de Florianópolis, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
Em outubro de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.783,39, ou 3,97 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954,00. Em setembro, tinha sido estimado em R$ 3.658,39, ou 3,83 vezes o piso mínimo do país. Em outubro de 2017, o mínimo necessário era equivalente a R$ 3.754,16, ou 4,01 vezes o salário mínimo nacional daquele ano, correspondente a R$ 937,00.
Preço do tomate
Entre setembro e outubro de 2018, os preços do tomate, da batata (coletada na região Centro-Sul) e do arroz agulhinha apresentaram alta na maior parte das capitais pesquisadas. Já o leite integral teve redução no preço médio.
O preço do tomate aumentou bastante em 16 cidades, com taxas de 99,53%, em Vitória; de 70,81%, no Rio de Janeiro; e 68,48%, em Belo Horizonte. A menor taxa positiva, de 5,81%, ocorreu em Goiânia. As quedas foram registradas em Recife (-3,07%) e Aracaju (-2,21%).
Em 12 meses, os valores produto tiveram redução em Goiânia (-10,87%), Belém (-2,51%) e Aracaju (-0,75%). Nas demais cidades, houve alta, que variou entre 2,23%, em São Luís, e 111,54%, em Florianópolis. A menor oferta foi consequência do atraso na colheita, devido à lenta maturação dos frutos.
