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Sergipe

Prefeitura de Aracaju inicia coleta de dados para o primeiro LIRAa 2018

Com informações da PMA

A Prefeitura Municipal de Aracaju, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), começou a coletar dados de 2018 para o Levantamento Rápido do índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa).

O LIRAa é realizado a cada dois meses e todo o material coletado durante o levantamento é encaminhado para análise laboratorial. Aracaju faz o levantamento seis vezes por ano, o dobro do número exigido pelo Ministério.

O objetivo é verificar o índice de infestação predial no município e segue uma orientação do Ministério da Saúde.

Desde o início da semana, agentes de endemias visitam casas e estabelecimentos comerciais de bairros da capital em busca de possíveis focos de larvas do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

"Essas larvas são encaminhadas ao laboratório no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) que vai confirmar se realmente são do Aedes aegypti ou de outro mosquito", explicou a diretora de Vigilância em Saúde (DVS) da SMS, Taíse Cavalcante.

Os resultados de cada LIRAa apontam os bairros com maior índice de infestação, norteando as ações que serão desenvolvidas pelo Programa Municipal de Controle do Aedes, ao longo do ano. Com base nos números, também é possível intensificar o combate ao mosquito. Outras cinco coletas de dados, ainda serão realizadas em 2018.

No último LIRAa, realizado no mês de novembro, o índice geral de Aracaju foi de 1,0, valor considerado como "médio risco" ou "alerta" para o aparecimento de surtos ou epidemias. Essa foi a menor estatística registrada nos últimos 14 anos, no mês de novembro.

"Esse LIRAa de novembro antecede o verão que é o período de mais risco ou que tem a probabilidade maior de ter uma epidemia, de iniciar um processo de surto-epidemia no município. Por isso, a gente trabalha novembro pensando em janeiro do ano seguinte. Nesse caso, pensamos em 2018", ressaltou a diretora.

De acordo com informações da Diretoria de Vigilância em Saúde do Município, no ano passado foram notificados 567 casos das três doenças (dengue, chikungunya e zika). Um número bem abaixo do que foi identificado em 2016, quando foram notificados 3.170 casos. O quantitativo de casos confirmados também diminuiu, passou de 1.815 para 204.