SSP divulga que 80 presos usavam nomes falsos em Sergipe
Com informações da SSP/SE
Nesta sexta-feira, 29, a Secretaria de Segurança de Sergipe (SSP) divulgou que cerca de 80 presos utilizaram nomes falsos durante a prisão.O trabalho dos papiloscopistas da Divisão impediu que cerca de 80 pessoas acabassem tendo problemas com a Justiça em 2017, em virtude de terem suas identificações utilizadas por criminosos no momento da prisão.
De janeiro até o dia 30 de novembro, a Divisão Criminal do Instituto de Identificação realizou 3.004 identificações criminais. Além disso, foram verificadas 7.350 fichas de antecedentes para Justiça ou delegacias e realizados 1,2 mil cadastros criminais.
O papiloscopista Jenilson Gomes ressaltou que o trabalho desenvolvido é de suma importância no suporte às investigações da Polícia Judiciária e no decorrer do processo judicial, pois através da realização da identificação criminal é que se pode, a princípio, comprovar a identidade do preso.
"Quando a autoridade judiciária levanta suspeita sobre a identificação de um suspeito é solicitada a identificação criminal dele", explicou.
Jenilson ainda destaca que, em alguns casos, pessoas com antecedentes criminais acabam se apresentando com nome de familiares na tentativa de burlar a polícia e escapar de um novo processo. Por causa do exame papiloscópico o infrator acaba sendo penalizado, e não um terceiro.
"Elas escolhem pessoas próximas, em especial parentes, por terem informações privilegiadas, ficando assim mais fácil de montar a farsa", lembrou o papiloscopista.
Um caso de que chamou atenção foi o de um um integrante de uma milícia do Rio de Janeiro. Em setembro, o homem foi preso em Sergipe durante uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com um veículo roubado, apresentou a identificação de um familiar. Durante a realização do flagrante no Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope), a autoridade policial desconfiou da identificação apresentada e foi realizado o exame papiloscópico. Assim, foi descoberta a farsa.
O suspeito Habdalla Nascimento de Souza, conhecido como “Bibi”, já estava com preventiva decretada por conta do assassinato de um cadete do Exército no ano passado. Se não fosse realizado o exame papiloscópico, o acusado poderia ser colocado em liberdade enquanto o irmão dele acabaria processado.
De acordo com Jenilson Gomes o papiloscopista vai na delegacia ou unidade prisional, quando solicitado, para realizar a coleta das impressões digitais.
"Isso deixa a prestação do serviço mais humanizada, pois, antes o preso era levado até a sede do Instituto, gerando constrangimento para as pessoas que estavam aguardando atendimento e para o próprio interno", contou.
