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Sergipe

Secretaria da Saúde afirma que Sergipe não é região endêmica para Febre Amarela

Saúde/SE

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reitera que Sergipe não é região endêmica para Febre Amarela, ou seja, a doença não existe constantemente nesta localidade. No entanto, devido aos casos ocorridos em municípios de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, e alguns outros estados, se faz necessário reforçar alguns esclarecimentos e orientações sobre a doença e a forma de transmissão.

Causada por um arbovírus, da mesma maneira que a Dengue, Febre Chikungunya e o Zika, a Febre Amarela pode ser classificada como Silvestre ou Urbana. O vírus transmitido é o mesmo, assim como a enfermidade que se manifesta em ambos os casos. A diferença entre as duas formas é o mosquito vetor envolvido na transmissão, como explica o médico infectologista, referência técnica da SES, Marco Aurélio Góes.

“Na Febre Amarela Silvestre, endêmica no nosso território e onde se encaixam os casos notificados atualmente, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros. Nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada pelo mosquito contaminado”, esclarece.

Já na Febre Amarela Urbana, o vírus é transmitido pelo vetor Aedes aegypti, sendo que não há registros de caso no Brasil desde 1942. “Ela não é uma doença transmitida pelo contato direto com o doente, havendo a necessidade do mosquito infectado”, pondera o médico.

Diagnóstico e tratamento

Nesta fase, enquanto os casos da doença estão limitados a alguns estados, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica e o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) da SES destacam que é fundamental a atenção dos profissionais de saúde quanto à sintomatologia e a procedência dos pacientes. Desta forma, é possível suspeitar os casos, notificar, colher exames e tratar adequadamente.

“Após a picada do mosquito infectado, a manifestação do vírus no homem varia entre três e seis dias, podendo se estender até 15. Na maioria dos casos, a pessoa apresenta melhora após os sintomas iniciais. Mas, em cerca de 15% dos casos, os infectados apresentam apenas um breve período de melhora, que pode variar entre alguns horas a um dia sem sintomas, e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença”, alerta Marco Aurélio.

Febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas e no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza, são alguns dos sintomas da doença. Nos casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20 a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.