Operação conjunta desarticula associação criminosa que atuava na Grande Aracaju
SSP/SE
Uma operação deflagrada na tarde da última segunda-feira, 30, pelos agentes do Departamento de Narcóticos (Denarc) e Divisão de Inteligência da Polícia Civil (Dipol), em parceria com militares do Batalhão de Radiopatrulha (BPRp) e Comando de Operações Especiais (COE), resultou na prisão de uma associação criminosa responsável pelo domínio do tráfico de entorpecentes na Grande Aracaju. Entre os quatro presos, está o líder da quadrilha, identificado como Jasonias Silva, conhecido como “Nias”.
Além dele, foram presos: Itamara dos Santos Ferreira, esposa de Nias; Melquizedeque Barreto de Lima, vulgo “Meelk”; e Antônio Alves de Sousa Júnior, conhecido como “Júnior Paraíba”. Também foram cumpridos dois mandados de condução coercitiva e três mandados de busca e apreensão.
De acordo com a delegada Maria Pureza, do Denarc, as investigações se iniciaram em novembro do ano passado, após a coleta de informações das equipes do COE apontando a participação da associação criminosa responsável pelo domínio do tráfico de drogas nos municípios de Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e na capital.
No decorrer das investigações, ficou evidenciado o envolvimento dos integrantes e a função de cada um na associação criminosa. Inclusive, um dos suspeitos, o Junior Paraíba, havia sido preso no dia 18 de novembro do ano passado, momento em que fora flagrado transportando para o grupo, no interior do seu veículo, cerca de 2kg de maconha prensada. Logo após a sua liberação do sistema prisional, Junior Paraíba voltou a atuar na distribuição dos entorpecentes.
Vale ressaltar que a investigação teve com o alvo principal Jasonias Silva, apontado como o líder da associação criminosa responsável por controlar o tráfico na região do Pantanal, em Aracaju, e nos municípios de Nossa Senhora do Socorro e Barra dos Coqueiros. Inclusive, ele disputava o controle do tráfico na região do Pantanal como seu rival, o Zé do Pantanal, que foi preso no ano passado em decorrência da operação Onça Pintada. Ele já tem passagem pelo sistema prisional pelos crimes de tráfico de drogas, homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo, receptação, entre outros.
Os presos foram encaminhados à delegacia e serão indiciados pelo crime de tráfico ilícito de entorpecentes.
