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Sergipe

Mães de internos do Cadeião de Socorro denunciam maus-tratos no presídio

Um grupo de mães, companheiras e parentes de internos do cadeião de Nossa Senhora do Socorro estão revoltadas. Segundo informações, elas não conseguiram adentrar no presídio na visita matinal desta sexta-feira (13) portando subsídios para uso pessoal dos detentos. De acordo com informações da mãe de um dos intentos, Dona Ana Paula Pereira, elas foram impedidas de entregar materiais de limpeza e produtos de higiene pessoal aos presos, já que a entrada de gêneros alimentícios são proibidos na unidade prisional. Mas a denúncia mais grave está relacionada a ocorrência de maus-tratos aos internos da Unidade.

Segundo relato de Dona Ana Paula, os presos do Cadeião de Socorro estão sendo vítimas de maus-tratos há pelo menos dois meses. "Eles acordam os presos de madrugada para apanhar, estão apanhando e muito, também os obriga a acordar para correr na quadra. Além disso eles estão quase passado fome, só dão cuzcuz, pão e batata duros. Na quentinha do almoço, se tiver duas colheres de feijão é muito", conta a mãe do preso.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários e Servidores da SEJUC (SINDIPEN) Luciano Nery, afirma que não ocorre situação de maus tratos por parte dos agentes prisionais naquele presídio. "O que ocontece de fato é que temos um efetivo baixíssimo para um grande número de internos. O que ocorre são as condições desumanas que esses internos são submetidos devido às celas apertadas, celas que teriam capacidade para 10 presos estão recebendo até 60 detentos. O presídio com capacidade para 170 presos está com cerca de 450 internos. Isso sim são condições de maus-tratos e se deve a falta de planejamento e gestão públicas", disse Luciano Nery.

A Assessoria de Comunicação da Secretaria do Estado da Justiça (Ascom/Sejuc) emitiu nota para o Portal A8 onde diz que os presos não são maltratados no cadeião de Socorro. Veja a nota na íntegra: 

O diretor da Cadeia Territorial de Socorro, Mário Cavalcante, rebateu, veemente, as informações de que os internos daquela unidade são maltratados pelos agentes prisionais. Muito pelo contrário. A direção da unidade preza pela disciplina para que as pessoas ali encarceradas mantenham a dignidade.

Mário afirmou que os medicamentos enviados pelos familiares dos internos são ministrados e não há nenhum problema com relação a isso, como denunciaram algumas pessoas. Dentro de pouco tempo, a unidade contará com um profissional de saúde para fazer esse acompanhamento.

Quanto as críticas com relação a alimentação, a Sejuc informa que está avaliando e tomará as providências que forem necessárias.

A Sejuc assegura que está tomando as providências para diminuir a superpopulação carcerária, não só na unidade de Socorro, mas em todas as demais. Prova disso, é que na próxima segunda-feira, o Tribunal de Justiça de Sergipe em parceira com a Secretaria de Justiça e Defesa do Consumidor (Sejuc) vai retomar as audiências de custódia.

Também já está sendo acertado um mutirão – com o apoio da Defensoria Pública – para analisar os processos dos réus presos. Há ainda, a possibilidade de se retomar as vídeos conferências.